Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Transplante de rim

27 de setembro- Dia nacional da doação de órgãos: um sim que salva outra vida

Dia 27 de setembro não é apenas uma data no calendário. Para mim, para a minha família e para milhares de pessoas espalhadas por todo o país, este dia representa o marco mais profundo do amor ao próximo: o Dia Nacional da Doação de Órgãos. Se hoje estou aqui, escrevendo com o coração cheio de paz, planejando o futuro e vivendo os milagres simples do dia a dia no meu ateliê com meu marido e minhas três meninas, é porque, no momento mais difícil, uma família cheia de generosidade disse "SIM". Essa família maravilhosa me deu meu rim, me deu mais vida no meu lar. E eu vou ser grata para sempre. Quando uma vida se despede, a dor de quem fica é imensa. Mas é justamente nesse gesto de amor infinito que a esperança desabrocha para outra pessoa. Um único "sim" tem o poder de transformar o luto em recomeço, de devolver o riso a uma casa, de permitir que um pai veja o filho crescer, que uma mãe abrace a sua família novamente e que sonhos interrompidos voltem a ganhar vida. Com...

Viagem para consulta e transporte do SUS: o desafio do transplantado

A viagem para BH e a falta de empatia no transporte da saúde: nem todo motorista entende o peso do nosso tratamento Fazer o trajeto da minha cidade até Belo Horizonte para acompanhamento médico é uma rotina que nós, pacientes crônicos e transplantados, conhecemos bem. É uma viagem de esperança, mas também de cansaço físico. E, nessa jornada, a postura de quem nos transporta faz toda a diferença. Recentemente completei 4 meses de transplante renal. Quem passou por uma cirurgia desse porte sabe o quanto a região abdominal fica sensível, o quanto cada chacoalhão na estrada pesa e como a postura no banco faz diferença para não pressionar os pontos e o enxerto. Infelizmente, na minha última viagem, esbarrei na falta de sensibilidade. Fui colocada no banco de trás de uma Spin — um espaço apertado e desconfortável para quem acabou de passar por uma grande cirurgia. Bastaria um pouco de empatia e olhar humano para priorizar quem está fragilizado e em recuperação. O resultado? Cheguei em casa s...

Diário do recomeço: 4 meses de transplante renal – o que mudou no meu corpo?

Hoje completo 4 meses do meu transplante e parece que vivi uma vida nova nesse tempo. Se você está na diálise, ou acabou de transplantar e está se perguntando se as coisas melhoram, esse post é para você. Melhoram sim! O que mudou nesses 4 meses: Antes eu não tinha ânimo nem para tomar banho. Era um desânimo que tomava conta de tudo. Hoje eu tenho ânimo para fazer as coisas, para cuidar da casa, para viver. Meu apetite voltou. Na diálise eu comia por obrigação. Hoje sinto prazer em comer. E o prazer de poder beber água sem contar cada golinho... quem fez diálise sabe o valor disso. Meu corpo está voltando: Minha menstruação voltou. Meus cílios cresceram. Meu cabelo parou de cair e voltou a crescer. Minha pele está mais bonita. Voltei a transpirar direito. E sim, voltei a engordar um pouco. E está tudo bem. É sinal que meu rim está funcionando e meu corpo está saindo do modo sobrevivência. Como está minha rotina: Minhas consultas com o nefrologista do transplante agora são 1 vez por mês...

​Voltando a me cuidar no pós-transplante: maquiagem, proteção solar e o resgate da autoestima

Desde novinha, sempre fui apaixonada por maquiagem, vidrinhos de esmalte e por me cuidar. Com o tempo e a correria da vida, acabamos deixando esses gostos de lado. Na pandemia, parei de me maquiar e o hábito de me cuidar ficou adormecido. Com o meu transplante renal recente, a rotina mudou bastante. Por conta dos imunossupressores, minha imunidade está mais baixa, e o uso da máscara de proteção voltou a ser obrigatório no meu dia a dia para me proteger de infecções. Mas isso não me impediu de querer voltar a olhar para mim com carinho! Renovei meus produtinhos e resgatei essa vaidade que faz parte de quem eu sou. A minha rotina de autocuidado e saúde • Protetor solar (Regra de ouro no pós-transplante): Quem passou por um transplante sabe que a pele fica muito mais sensível à radiação solar por conta das medicações. O protetor solar facial deixou de ser apenas um item de beleza e virou um cuidado rigoroso com a minha saúde. Uso todos os dias, sem falta! • Hidratação facial e maquiagem ...

Cuidados no pós-transplante e baixa renda: guia prático, economia e seus direitos

Cuidar do novo rim exige atenção a vários detalhes no dia a dia, mas a falta de recursos financeiros nunca deve ser um obstáculo para manter seu enxerto seguro. Cuidar da saúde é um direito de todos! Hoje preparei um guia completo com alternativas acessíveis, dicas de economia e orientações de segurança para quem precisa adaptar os cuidados ao orçamento.  1. Água mineral: Garrafões de 5L ou tratamento caseiro? A hidratação constante é a regra número um do transplantado, mas a forma de consumo exige atenção:  Por que evitar galões de 20 litros? Eles demoram muito para acabar e o acúmulo de água parada no suporte ou no bebedouro facilita a proliferação de bactérias e fungos. O ideal é usar garrafas ou galões de no máximo 5 litros, que são consumidos rapidamente.  Como fazer água segura em casa? Se não tiver condições de comprar água mineral, siga este passo a passo seguro:    1. Passe a água da torneira em um filtro doméstico (ou filtro de barro/vela) para tirar o...

Atividade física no pós-transplante: quando começar e o que está liberado?

Depois de um período de repouso e recuperação cirúrgica, o corpo pede movimento! A atividade física é uma grande aliada para fortalecer a musculatura, controlar a pressão arterial, evitar o ganho de peso excessivo pelos corticoides e melhorar a disposição. A minha experiência: caminhada leve desde o 1º mês Fui liberada pela minha equipe médica logo no primeiro mês para fazer caminhadas leves em locais planos. Essa liberação precoce foi maravilhosa para a minha circulação, para a mente e para recuperar o fôlego. No início, o objetivo não é intensidade, mas sim tirar o corpo da inatividade, sempre respeitando os limites da cicatrização.  O que pode e o que nãoo pode? (E quanto tempo esperar?) Cada liberação depende da avaliação da sua equipe de transplante e da recuperação da cirurgia:  ● Caminhada leve (1º mês em diante): Liberada precocemente na maioria dos casos, em piso plano e com calçado confortável. Dica: Vá sempre de boné/chapéu, óculos escuros com filtro UV e protetor s...

Uso de máscara no pós-transplante e cuidados com os animais de estimação

Nos primeiros meses após o transplante, a dose dos remédios imunossupressores é mais alta para garantir que o corpo aceite o novo órgão. Por isso, a prevenção contra infecções respiratórias, alimentares e zoonoses precisa ser reforçada em todos os detalhes. A importância da máscara nos primeiros meses O uso da máscara (como a PFF2/N95 ou cirúrgica) nos primeiros meses não é exagero, é proteção vital. Ela serve para:  ● Evitar a inalação de vírus e bactérias respiratórias em locais públicos, consultas hospitalares ou ambientes com aglomeração.  ● Proteger as vias aéreas em locais com poeira ou reformas (onde fungos perigosos podem estar presentes).  ● Garantir tranquilidade para você passear ao ar livre com segurança — sempre combinando a máscara com seu chapéu, boné e óculos escuros para se proteger do sol!  Cuidados com animais de estimação (Pets) Muitas pessoas perguntam se o transplantado precisa se desfazer de seus animais. A resposta é não! Os pets trazem carinh...

Pós-transplante renal e sol: por que o protetor solar é item obrigatório na sua rotina?

Ao receber um novo rim, nosso foco inicial fica totalmente nos exames e na medicação. Porém, existe outro cuidado diário que exige atenção máxima desde o primeiro dia: a proteção da nossa pele contra o sol.  Por que o transplantado tem maior risco de câncer de pele? Os medicamentos imunossupressores são fundamentais para evitar a rejeição do rim. No entanto, ao reduzir a resposta do sistema imunológico, eles também diminuem a capacidade natural da pele de reparar os danos causados pela radiação ultravioleta (UV). Isso torna os pacientes transplantados muito mais suscetíveis ao desenvolvimento de lesões cutâneas, envelhecimento precoce e, principalmente, ao câncer de pele (como os carcinomas e o melanoma).  ⚠️ Cuidados indispensáveis no dia a dia:   ● Uso diário de protetor solar (inclusive em casa): Aplique um protetor (FPS 50 ou superior) todos os dias pela manhã. Mesmo em dias nublados ou dentro de casa perto de janelas, os raios UVA atravessam o vidro e podem danificar...

O segredo do sucesso no pós-transplante: por que beber muita água é tão importante?

Quem passa pelo transplante de rim vivencia uma mudança enorme na rotina hídrica. Se durante a diálise a regra era controlar rigorosamente cada ml de líquido, no pós-transplante a água passa a ser uma das maiores aliadas da recuperação e da saúde do seu novo enxerto. Entender o papel da hidratação correta é fundamental para cuidar desse presente tão especial e garantir a saúde do rim por muitos e muitos anos! A importância da água no pós-transplante O rim transplantado precisa de um fluxo constante e volumoso de sangue para trabalhar bem. Quando nos hidratamos corretamente, ajudamos o corpo nas seguintes funções:  ● Irrigação do rim: Mantém o sangue fluindo com facilidade até o novo rim, garantindo oxigênio e nutrientes.  ● Eliminação de toxinas: Facilita a filtragem das impurezas do sangue e a produção saudável de urina.  ● Processamento dos medicamentos: Ajuda os rins a filtrar e eliminar os resíduos das medicações diárias sem sobrecarregar o organismo.  ● Proteção...

Transplantei e agora? Conheça os direitos e o acompanhamento 100% gratuito pelo SUS!

Renascer após um transplante renal é uma emoção indescritível! Quem passa pela jornada da diálise sabe o peso de cada dia e o quanto a ligação com a notícia de um rim compatível transforma nossas vidas para sempre. Eu passei por essa conquista recentemente: entrei para a fila de transplante e realizei a cirurgia no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, tudo 100% pelo SUS. Depois que a cirurgia passa e a poeira baixa, surge uma nova fase cheia de dúvidas: Como funciona o pós-transplante? Quais são os meus direitos a partir de agora? O SUS continua cobrindo tudo? Para te ajudar a navegar nessa nova etapa com tranquilidade, preparei este guia detalhado sobre o acompanhamento médico e os direitos que todo paciente transplantado precisa conhecer!  1. Tratamento pós-transplante 100% gratuito pelo SUS Muitas pessoas pensam que o SUS atua apenas no momento da cirurgia, mas a verdade é que todo o acompanhamento pós-transplante é garantido de forma contínua e gratuita. Sua nova rotina d...

Guia completo dos direitos do paciente renal: Transporte, IPTU, energia e benefícios que você precisa conhecer!

Quando recebemos o diagnóstico de insuficiência renal e iniciamos o tratamento — seja ele conservador, diálise peritoneal ou hemodiálise —, nossa cabeça fica cheia de incertezas. São consultas, exames, adaptações na rotina e um turbilhão de emoções. E no meio de tudo isso, surge uma grande dúvida: quais são os nossos direitos? Infelizmente, essas informações são muito difíceis de encontrar de forma simples na internet. Passei por essa dificuldade na pele e só consegui entender tudo graças às orientações valiosas da assistente social da minha clínica. Por isso, reunindo a minha vivência aqui em Minas Gerais e as informações corretas de legislação, montei este guia prático para te ajudar a garantir os seus direitos sem complicação!  1. Suprimentos gratuitos do tratamento Seja na hemodiálise ou na Diálise Peritoneal (DP), todos os insumos básicos para a manutenção da sua vida são gratuitos e garantidos pelo SUS.  O que inclui: Bolsas de diálise, cicladora (emprestada para uso dom...

Retinopatia diabética e saúde ocular: o cuidado que salva a visão

Cuidar dos olhos é um dos pilares mais importantes na rotina de quem vive com o diabetes. Muitas alterações oculares ocorrem de forma silenciosa e, por isso, a prevenção, o acompanhamento frequente com o oftalmologista e o controle da glicemia são fundamentais para proteger a visão a longo prazo. Meu relato pessoal: A importância do diagnóstico e do acompanhamento "Lembro que há muitos anos eu sentia uma dor muito forte nos olhos quando saía no sol. Doía de latejar e a vista ficava bem vermelha. Na época, eu morava com meu pai e essa queixa acabou passando despercebida.  Mais tarde, quando voltei a morar com a minha mãe, passei pelas consultas de rotina do diabetes e fui encaminhada para o oftalmologista. Foi lá que detectaram a retinopatia diabética e o médico já indicou o tratamento com fotocoagulação a laser. Na época doeu bastante para fazer o procedimento, mas a retinopatia foi estabilizada. Durante muito tempo eu enxergava super bem de perto e só tinha um grau bem baixo para...

Cãibras noturnas na diálise peritoneal e diabetes tipo 1: por que acontecem e como o transplante de rim mudou tudo?

Se você faz diálise peritoneal ou convive com o diabetes tipo 1, é muito provável que já tenha acordado de madrugada com uma dor insuportável na perna, sem saber o que fazer. Essa cena (exatamente como na tirinha!) fez parte da minha rotina por quase 5 anos. Convivo com o diabetes tipo 1 desde os 10 anos de idade e, durante o período em que fiz diálise peritoneal, as cãibras terríveis eram frequentes. Recentemente, passei pelo transplante renal e, para minha surpresa e alívio, elas simplesmente desapareceram! Neste post, quero te explicar por que as cãibras são tão severas na diálise e no diabetes, o que me ajudava na época e por que o transplante traz esse alívio tão grande. O que causa cãibras fortes na diálise peritoneal? A diálise peritoneal é um tratamento incrível que salva vidas, mas o processo de filtragem do corpo altera o equilíbrio do organismo de formas que favorecem os espasmos musculares:  Desequilíbrio de eletrólitos: A troca do líquido dialisado remove minerais esse...

Entendendo a gastroparesia diabética: quando o estômago fica preguiçoso

Se você convive com o diabetes há algum tempo e já percebeu que a glicemia sobe horas depois de comer, ou sente que a comida "fica parada" no estômago por muito tempo, este post é para você. Hoje vamos falar sobre a gastroparesia,  uma condição comum, mas ainda pouco falada, que afeta diretamente a digestão e o controle do diabetes.  O que é a gastroparesia? A gastroparesia é uma complicação que causa um retardo no esvaziamento gástrico — ou seja, o estômago demora muito mais tempo do que o normal para empurrar os alimentos em direção ao intestino. No diabetes, isso acontece por conta da neuropatia autônoma: quando níveis elevados de glicemia ao longo dos anos causam danos ao nervo vago. Esse nervo é o "maestro" responsável por mandar os sinais para que os músculos do estômago se contraiam e façam a digestão fluir. Sem esse sinal correto, o estômago desacelera ou até para de funcionar temporariamente.  ⚠️ Sinais e sintomas mais comuns A intensidade dos sintomas vari...

Intestino preso no pós-transplante: meu desafio, imunossupressores e o que fazer

Quem acompanha o blog sabe que o funcionamento do intestino sempre foi um capítulo importante na minha jornada. Na época da diálise peritoneal (DP), um dos grandes segredos para garantir uma boa filtração e o bom posicionamento do cateter era manter o intestino funcionando todos os dias. Mas quem convive com a gastroparesia sabe que o trânsito intestinal pode ser bem lento, mesmo seguindo a dieta recomendada e usando medicações como a domperidona. E no pós-transplante, descobri um novo desafio: a relação dos imunossupressores com o intestino preso! Meu relato pessoal: O desafio continuou no hospital Durante a diálise, eu já usava o PEG (Polietilenoglicol) com a famosa água de ameixa, mas o processo costumava demorar para fazer efeito. O que eu não esperava era que, no pós-transplante, os remédios anti-rejeição trariam esse efeito colateral tão forte.  Ainda no hospital, após o transplante, tentaram ajustar com PEG e envelopes de fibra, mas nada funcionou. O meu intestino só respond...

Cuidar da pele é cuidar da glicemia: o guia do rodízio na era das novas tecnologias

Se você convive com o diabetes há algum tempo — ou se acabou de chegar nesse universo —, com certeza já ouviu a expressão "tem que fazer o rodízio!" Lá no início, a gente escutava isso focado apenas nas aplicações tradicionais de insulina com seringas e canetas. Mas a verdade é que o tempo passou, a tecnologia evoluiu demais e hoje temos sensores de glicemia contínua (CGM) e bombas de infusão coladinhos na nossa pele o dia todo. E adivinha só? O rodízio continua sendo o maior segredo para manter a pele saudável e o tratamento funcionando com 100% de precisão!   🛑 O que acontece quando a gente "vicia" no mesmo lugar? Quem nunca achou aquele cantinho na barriga ou no braço que não dói nada e pensou: "Vou aplicar/colocar o sensor sempre aqui!"? É super tentador, né? Mas quando repetimos o mesmo local por muito tempo, a pele e o tecido adiposo (a gordura logo abaixo dela) começam a reagir. Podem surgir dois probleminhas chatos:  1. Lipodistrofia (hipertrofia)...

O segredo do início: como o diário alimentar descomplica a contagem de carboidratos

Se você leu nosso guia de Contagem de Carboidratos do Zero, já sabe que entender os alimentos é o primeiro passo para ter mais liberdade no dia a dia. Mas sabe qual é o verdadeiro "pulo do gato" quando a gente está começando? Anotar tudo! Quando fiz meu treinamento, a educadora em diabetes me deu uma missão fundamental: registrar em um caderninho o que eu comia, a quantidade de carboidratos, a glicemia e a insulina aplicada. No começo, confesso que parecia uma tarefa chata. Mas em pouquíssimo tempo percebi que aquele caderninho não era uma cobrança... era um mapa do tesouro! Para que serve o diário alimentar e de glicemia? Quando a gente começa a contar carboidratos, o nosso corpo e a nossa equipe médica precisam responder a algumas perguntas:  Quanto de insulina eu preciso para cada 15g de carboidrato?  Como meu corpo reage ao pão pela manhã em comparação ao arroz no almoço?  Minha glicemia está voltando para o nível seguro 2 horas depois da refeição? Anotar a rotina tra...

Contagem de carboidratos do zero: o guia mais simples e gostoso do mundo!

Se você acabou de ouvir falar sobre"Contagem de Carboidratos" ou achou esse nome assustador no consultório, respire fundo! No começo, parece matemática complicada, mas na verdade é só um jogo de equilíbrio e parceria com o seu corpo. Para deixar tudo bem fácil, vamos imaginar que o nosso corpo é uma casinha de brinquedo e o alimento é o combustível que faz tudo funcionar. Vem comigo que eu te explico do zero!  1. O que são carboidratos? (Os "combustíveis rápidos") Pense nos alimentos como ferramentas para o nosso corpo:  ●As proteínas (carne, ovo, frango) são os tijolos que constroem nossos músculos.  ● As gorduras (azeite, castanhas, abacate) são como a tinta e o telhado que protegem a casa.  ● E os carboidratos (pão, arroz, macarrão, frutas, doces) são a energia elétrica!  Quando a gente come um carboidrato, o corpo transforma ele em açúcar (glicose) no sangue para nos dar energia para correr, pensar e brincar. 2. O segredo da balança: O glicosímetro e a insul...

Subway caseiro e seguro: como adaptar o sanduíche no pós-transplante

Se tem uma coisa que dá muita saudade na rotina é poder pedir aquele sanduíche caprichado fora de casa. Mas quem passou por um transplante de rim sabe bem: a fase de imunossupressão exige cuidados redobrados com a segurança alimentar. As saladas cruas de lanchonetes e restaurantes entram na lista de restrições devido ao risco de contaminação por bactérias e parasitas (já que não temos como garantir a higienização rigorosa das folhas e vegetais cruis fora de casa). A boa notícia? Você não precisa ficar na vontade! É totalmente possível montar a sua própria versão do Subway em casa, 100% segura, deliciosa e adaptada para proteger o seu rim transplantado e manter a glicemia sob controle. A regra de ouro do pós-transplante: higiene e calor Para comer sanduíches com tranquilidade em casa, a regra é simples:  1. Vegetais crus: Devem ser minuciosamente lavados em água corrente e deixados de molho em solução clorada (água sanitária própria para alimentos ou hipoclorito de sódio) por 15 min...

Hipoglicemia: como identificar, tratar e a minha receita favorita para segurar a glicose!

 Olá, pessoal! No mês passado, conversamos por aqui sobre como a hipoglicemia aparece de surpresa no pós-transplante. Hoje, quero aprofundar esse assunto e trazer um passo a passo bem prático sobre como agir na hora da crise, truques valiosos para a madrugada e os detalhes do meu lanche favorito para garantir que a glicose não volte a cair! 1. O que é e quais são os sintomas da hipoglicemia? A hipoglicemia acontece quando os níveis de açúcar no sangue caem abaixo do limite normal (geralmente abaixo de 70 mg/dL). O nosso corpo percebe essa queda rapidamente e envia alguns sinais claros de alerta:  ●Tremores no corpo ou nas mãos;  ●Suor frio e sensação de fraqueza;  ●Fome súbita e intensa;  ●Tontura, visão embaçada ou dor de cabeça;  ● Coração acelerado e irritabilidade/ansiedade. 2. O que fazer na hora da crise? (A regra dos 15) Quando a glicose cai, o tempo de resposta precisa ser rápido. A regra de ouro é consumir cerca de 15g de carboidrato simples (de rá...