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Voltei!E trouxe linha agulha e muita história

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Um novo capítulo: minha vida pós-transplante, entre o cuidado e a gratidão

Hoje, o assunto não é sobre costura, nem sobre receitas (embora elas continuem sendo parte importante da minha rotina). Hoje, quero falar sobre a mudança mais significativa da minha vida: o meu transplante. Muitas pessoas me perguntam como estou me sentindo. E a resposta é uma mistura de sentimentos difícil de explicar: sinto uma gratidão imensa por ter ganhado essa nova chance, mas também uma necessidade de disciplina que eu nunca tive antes. Minha vida, que antes era focada em planos para o meu ateliê, agora se tornou uma agenda de cuidados. E, honestamente? Eu estou aprendendo a valorizar cada linha dessa agenda.  Cada remédio, cada consulta e cada ida à unidade de transplante  são pequenos passos para garantir que esse rim — que é o meu maior presente — esteja bem cuidado.  Aprender a usar a faixa cirúrgica para proteger meu corpo (e evitar a temida hérnia) e encontrar formas de me exercitar com caminhadas em locais planos é o meu "trabalho" atual. Não é fácil, ainda ...

Uma pausa no meu ateliê Cantinho da Mamãe e o sonho que espera por mim

Oi, gente! Para quem está chegando agora ou me acompanha de perto, sabe que o Cantinho da Mamãe começou como um pequeno sonho — costuras básicas, fraldinhas, pequenos consertos e todo aquele carinho que a gente coloca em cada pontinho de linha. Eu estava com tudo pronto para dar um passo importante: ia começar um curso de corte e costura justamente na semana em que recebi a ligação do transplante renal. A vida, com sua sabedoria única, me trouxe um presente maior e uma missão imediata: cuidar da minha saúde e do meu "novo companheiro". Por isso, o Cantinho da Mamãe fez uma pausa . Para quem está aprendendo como eu, cada etapa é um desafio. E, neste momento, o meu maior desafio é a recuperação pós-transplante. Minha rotina agora é de consultas, cuidados com a imunidade, muito repouso e adaptação. O curso de costura vai precisar esperar um pouquinho, mas o meu desejo de aprender segue aqui, guardadinho no coração. Acredito que, em cerca de 6 meses, com a liberação dos médicos, ...

Café da manhã com sabor de cuidado: minha receita favorita para começar o dia bem

Quem me acompanha sabe que, depois do transplante, o meu café da manhã deixou de ser apenas "a primeira refeição do dia" para se tornar um momento de cuidado estratégico. Com o rim novo trabalhando a todo vapor e a minha necessidade de controlar certas taxas, a minha cozinha virou um santuário de atenção. Mas, acreditem: é possível comer muito bem, de forma segura e com muito sabor, mesmo seguindo um protocolo rígido. Hoje, quero compartilhar com vocês o meu mingau de maçã e aveia . É o meu conforto diário: ele é suave para o meu estômago (o que ajuda muito na gastroparesia), tem baixo teor de potássio e as fibras da aveia são minhas grandes aliadas na busca pelo controle dos triglicerídeos. A receita: Mingau aconchegante de aveia e maçã Esta receita é simples, rápida e perfeita para esse clima mais frio que estamos enfrentando. Ingredientes:  ● 3 colheres de sopa de farelo de aveia (ajuda a controlar o colesterol/triglicerídeos).  ●150ml de água mineral ou leite de arroz . ...

Cozinhar é um ato de amor: minha receita segura para um pós-transplante com gastroparesia

Viver o pós-transplante sendo diabética tipo 1 e ainda lidando com uma gastroparesia exige que a cozinha se torne, literalmente, o meu laboratório de saúde. Não é fácil encontrar o equilíbrio entre "o que o rim precisa", "o que o açúcar permite" e "o que o estômago tolera", mas hoje quero dividir com vocês uma das minhas receitas favoritas. É um prato que me traz conforto, não sobrecarrega meu estômago e mantém minhas taxas glicêmicas sob controle.  A Receita: Sopa creme de abóbora com frango (Versão de fácil digestão)  Ingredientes:   ● 200g de abóbora (cozida e batida – ela tem baixo índice glicêmico).    ● 80g de peito de frango cozido e desfiado bem fininho (processado, se necessário).    ● 1 colher de chá de azeite de oliva extra virgem.    ● Temperos naturais: Cebola e alho bem refogados, um toque de açafrão (anti-inflamatório). Evite excesso de sal e temperos prontos.    ● Água mineral para dar a consistência de creme.  ...

A vida no "Novo Normal": entre despertadores, máscaras e um copo d'água com sabor de liberdade

Se alguém me dissesse há um tempo atrás que a felicidade teria cheiro de produtos de limpeza e som de despertador, eu provavelmente não entenderia. Mas a realidade do pós-transplante é exatamente essa: uma mistura curiosa de uma liberdade imensa com um cuidado minucioso, quase artesanal. Estou em casa, finalmente. E hoje quero contar para vocês como são os meus dias por aqui. Meu celular agora é o meu melhor amigo — e o meu maior "cobrador". Ele vive despertando. É o lembrete do remédio das 6h, 8h, 9h, das 13h, 15h,  os da noite... cada alarme é um compromisso inegociável com a vida que eu recebi. E, entre um despertador e outro, a rotina de quem cuida: minhas filhas e meu marido viraram verdadeiros guardiões. Eles preparam minhas refeições com um zelo, tudo seguindo o protocolo rigoroso de higienização. Ver o meu marido cozinhando de máscara, focado em cada detalhe para que tudo esteja perfeito e seguro para mim, é uma prova de amor que não cabe em legenda. Vocês não fazem i...

De volta para casa : o cheiro de limpeza, o abraço das minhas filhas e a minha nova rotina

Eu consegui. Escrevo este post não mais do leito do hospital, não mais ouvindo o bip dos monitores, mas sim  da minha própria cama, na minha casa . Eu recebi alta! Colocar os pés para fora daquele hospital e respirar o ar da rua sabendo que o meu transplante foi um sucesso é uma sensação que as palavras quase não dão conta de traduzir. É um misto de "venci a primeira batalha" com um respeito gigante pelo recomeço.  Se tem uma coisa que me emocionou profundamente antes mesmo de eu passar pela porta de casa, foi o amor das minhas filhas. Elas estavam em um estado de ansiedade que mal cabia nelas! Como o paciente transplantado precisa de um ambiente extremamente limpo e protegido por conta da imunidade baixa, elas não pensaram duas vezes: organizaram um verdadeiro mutirão da limpeza.  Lavaram, passaram, desinfetaram cada cantinho e deixaram a casa brilhando e cheirando a cuidado. Entrar em um ambiente preparado com tanto amor por elas me fez chorar. O transplante acontece no...

Do medo à liberdade: o dia em que me despedi do cateter da diálise

 Esse é um momento maravilhoso e cheio de alívio para registrar no blog! É a transição perfeita entre o "susto" do pós-operatório e a esperança real de voltar para casa. Escrevo este texto ainda do quarto do hospital, mas com um sorriso que mal cabe no meu rosto e uma sensação de leveza que eu não sentia há muito, muito tempo. Se no último post o cenário era de incertezas e dores do pós-operatório imediato, hoje o clima por aqui é de pura celebração. Os dias de internação continuam, mas a minha realidade mudou completamente. E eu precisava dividir essas vitórias com vocês. Uma das maiores ansiedades de quem faz um transplante renal é saber se o "novo morador" vai começar a trabalhar logo ou se vai demorar um pouquinho para acordar. Logo após a cirurgia, eu precisei passar por uma sessão de diálise.  Apenas uma. Foi o empurrãozinho que o meu novo rim precisava. Depois disso? Ele assumiu o comando de forma espetacular. Ver os exames de sangue melhorando dia após dia, ...