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O aprendizado mais difícil: respeitar o tempo do meu novo corpo. Durante muito tempo, minha vida foi movida pela urgência. Eu tinha metas, prazos, afazeres domésticos, costuras que precisavam sair do papel e a energia de quem quer dar conta de tudo. Quando o transplante aconteceu, recebi uma nova vida, mas também recebi um lembrete físico constante: o meu corpo agora tem o seu próprio relógio. No começo, essa lentidão me causava uma ansiedade, pois estava mais disposta! Eu queria voltar a ser quem eu era antes, queria limpar a casa, organizar meu ateliê e seguir o ritmo acelerado da família sem me cansar. Mas o transplante me ensinou que a pressa é uma péssima companheira na recuperação. Hoje, entendo que "respeitar o tempo do meu corpo" não é preguiça; é proteção. É aceitar que, em alguns dias, a maior vitória não é o que eu produzi, mas sim o cuidado que eu tive comigo mesma. É entender que cada pausa que faço é um degrau a mais na escada da minha nova saúde. Aos poucos, e...