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Hoje, 16 de julho, celebro um marco que, para mim, tem sabor de vitória olímpica: completo exatos dois meses do meu transplante renal. Se alguém me dissesse, há 60 dias, tudo o que eu viveria nesse curto espaço de tempo, talvez eu não acreditasse na minha própria força. Mas o fato é que sobrevivi, aprendi e mudei profundamente. Olhar para esses dois meses é lembrar de uma verdadeira montanha-russa. Teve o dia do transplante, a ansiedade da primeira internação, a alegria da primeira alta e o início dos cuidados rigorosos em casa. De repente, minha rotina mudou: o uso constante de máscara virou regra e a faixa cirúrgica se tornou minha fiel companheira para ajudar na recuperação física da cirurgia. Nesse processo, descobri que o transplante não acontece só no paciente; ele acontece na família toda. Meu marido e minhas filhas se transformaram em verdadeiros anjos da guarda, me ajudando em cada detalhe, cuidando de mim com um amor que não cabe em palavras. Tivemos que aprender a logística ...