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27 de setembro- Dia nacional da doação de órgãos: um sim que salva outra vida

Dia 27 de setembro não é apenas uma data no calendário. Para mim, para a minha família e para milhares de pessoas espalhadas por todo o país, este dia representa o marco mais profundo do amor ao próximo: o Dia Nacional da Doação de Órgãos. Se hoje estou aqui, escrevendo com o coração cheio de paz, planejando o futuro e vivendo os milagres simples do dia a dia no meu ateliê com meu marido e minhas três meninas, é porque, no momento mais difícil, uma família cheia de generosidade disse "SIM". Essa família maravilhosa me deu meu rim, me deu mais vida no meu lar. E eu vou ser grata para sempre. Quando uma vida se despede, a dor de quem fica é imensa. Mas é justamente nesse gesto de amor infinito que a esperança desabrocha para outra pessoa. Um único "sim" tem o poder de transformar o luto em recomeço, de devolver o riso a uma casa, de permitir que um pai veja o filho crescer, que uma mãe abrace a sua família novamente e que sonhos interrompidos voltem a ganhar vida. Com...

​Como meu marido salvou minha máquina de costura e minhas filhas inspiram meus kits novos!

Há dias em que paramos para olhar à nossa volta e o coração transborda de gratidão. Hoje quero compartilhar com vocês um pouco do que acontece por trás das câmeras no meu ateliê — e, acima de tudo, no meu coração. Muitas vezes vocês veem as peças prontas, os detalhes acabados e as encomendas saírem cheias de carinho, mas por trás de cada peça existe uma rede de apoio maravilhosa. O meu marido tem sido um pilar fundamental em cada etapa. Ele me incentiva e me apoia em cada encomenda que sai daqui. Outro dia, a minha máquina de costura simplesmente travou no meio do trabalho! Fiquei  preocupada, mas ele não hesitou: pesquisou na internet, abriu a máquina com todo o cuidado e resolveu o problema. O seu carinho e a sua atenção nos momentos em que mais preciso fazem toda a diferença. Minhas filhas, minhas melhores amigas! Se há alegria maior na vida, é ver a família unida. As minhas filhas são companheiras, protetoras e verdadeiras amigas. Não me deixam fazer nada que possa prejudicar a...

Viagem para consulta e transporte do SUS: o desafio do transplantado

A viagem para BH e a falta de empatia no transporte da saúde: nem todo motorista entende o peso do nosso tratamento Fazer o trajeto da minha cidade até Belo Horizonte para acompanhamento médico é uma rotina que nós, pacientes crônicos e transplantados, conhecemos bem. É uma viagem de esperança, mas também de cansaço físico. E, nessa jornada, a postura de quem nos transporta faz toda a diferença. Recentemente completei 4 meses de transplante renal. Quem passou por uma cirurgia desse porte sabe o quanto a região abdominal fica sensível, o quanto cada chacoalhão na estrada pesa e como a postura no banco faz diferença para não pressionar os pontos e o enxerto. Infelizmente, na minha última viagem, esbarrei na falta de sensibilidade. Fui colocada no banco de trás de uma Spin — um espaço apertado e desconfortável para quem acabou de passar por uma grande cirurgia. Bastaria um pouco de empatia e olhar humano para priorizar quem está fragilizado e em recuperação. O resultado? Cheguei em casa s...

Diário do recomeço: 4 meses de transplante renal – o que mudou no meu corpo?

Hoje completo 4 meses do meu transplante e parece que vivi uma vida nova nesse tempo. Se você está na diálise, ou acabou de transplantar e está se perguntando se as coisas melhoram, esse post é para você. Melhoram sim! O que mudou nesses 4 meses: Antes eu não tinha ânimo nem para tomar banho. Era um desânimo que tomava conta de tudo. Hoje eu tenho ânimo para fazer as coisas, para cuidar da casa, para viver. Meu apetite voltou. Na diálise eu comia por obrigação. Hoje sinto prazer em comer. E o prazer de poder beber água sem contar cada golinho... quem fez diálise sabe o valor disso. Meu corpo está voltando: Minha menstruação voltou. Meus cílios cresceram. Meu cabelo parou de cair e voltou a crescer. Minha pele está mais bonita. Voltei a transpirar direito. E sim, voltei a engordar um pouco. E está tudo bem. É sinal que meu rim está funcionando e meu corpo está saindo do modo sobrevivência. Como está minha rotina: Minhas consultas com o nefrologista do transplante agora são 1 vez por mês...

O barulho da chuva, um café bem quentinho e o respeito com meu corpo.

Sabe aqueles dias em que a gente acorda e sente que o corpo está pedindo uma pausa? Hoje foi exatamente assim por aqui. A noite não foi fácil, o sono custou a vir e, quando a manhã chegou com esse friozinho e a chuva caindo lá fora, percebi que não adiantava querer atropelar as coisas. Antigamente, confessar que estava cansada me trazia culpa. Eu achava que precisava produzir o tempo todo, cortar tecidos, puxar pontos de crochê e dar conta de tudo sem parar. Mas o tempo e a vida vão ensinando a gente a ter mais carinho conosco. Hoje entendo que aprender a descansar também é cuidar do meu trabalho. Nesses dias em que a energia fica mais baixinha, o meu remédio é simples e acolhedor: pego uma xícara de café com leite bem quentinho, sento perto da janela ouvindo o barulho suave da chuva e deixo o artesanato me fazer companhia, mas sem pressa e sem cobrança. Um pontinho de crochê aqui, uma linha ali, no tempo que o corpo pede. A nossa casa e o nosso cantinho de criação precisam ser lugares...

Pão sem sovar, é só mexer! O mais fácil e gostoso que já fiz

​Hoje fiz um pãozinho que foi sucesso total no nosso café da tarde. É aquele pão macio, cheiroso e que não dá trabalho para fazer, perfeito para acompanhar uma xícara de café ou chá bem quentinho! ​Depois de pronto passei manteiga que derreteu na hora e a outra fatia com creme de ricota light. Meu marido comeu com requeijão cremoso, ficou uma delícia! Minha filha, que tem intolerância à lactose, comeu com margarina (ela tolera bem), mas você pode substituir e comer com geleia diet, requeijão zero lactose ou manteiga zero lactose. Uma dica: opte por produtos veganos, pois alguns produtos ditos "zero lactose" possuem apenas a adição da enzima lactase e podem fazer mal dependendo do grau da intolerância. Leiam sempre o rótulo! ​A receita base original é do canal da Isamara Amâncio no YouTube. Gostei tanto da praticidade que fiz os meus testes e trouxe essa adaptação especial para a nossa rotina com foco em zero lactose e contagem de carboidratos! ​ Medida da xícara: 210 ml ​ I...

Hipoglicemia na rua? A regra do 15×15 + Kit hipoglicemia: Socorro e afeto para o seu dia a dia!

Quem convive com o diabetes — seja por diagnóstico próprio ou cuidando de um filho — conhece bem aquele arrepio gelado: o suor frio, a tremedeira nas mãos, a tontura e a sensação de que o chão sumiu. A hipoglicemia não avisa a hora que vai chegar. Ela pode acontecer no ônibus, na fila do mercado, na sala de aula da faculdade ou no meio do expediente de trabalho. Como convivo com o diabetes desde 1991 e acompanho de perto a rotina da minha filha — que hoje tem 20 anos, faz faculdade e tem toda a liberdade de uma jovem da idade dela —, já passei por muitos perrengues e apertos. Ver a correria da vida universitária dela me fez lembrar que, na hora do sufoco, a gente precisa de agilidade, do alimento certo e de zero complicação. Hoje quero compartilhar com vocês um passo a passo simples e fundamental de saúde: a regra do 15x15 e como ter sempre à mão um Kit de Emergência que pode salvar o seu dia. ⚠️ O erro mais comum na hora da crise Quando a glicemia despenca, o desesperador instinto de ...