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Se você me acompanha por aqui, sabe que a jornada da doença renal crônica é feita de altos e baixos, de dias de muita força e outros de puro cansaço. Mas hoje, escrevo este texto de um lugar diferente. Escrevo direto de uma cama de hospital, com o bip dos monitores ao fundo, alguns acessos nos braços e um coração que mal consegue processar o tamanho de tudo o que aconteceu nas últimas horas: eu fiz o meu transplante renal. Ainda estou internada, vivendo o turbilhão que são os primeiros dias do pós-operatório. E, justamente por estar aqui, com as emoções à flor da pele, senti a necessidade de registrar este momento. A gente passa meses, às vezes anos, esperando por uma ligação. Criamos cenários na mente, ensaiamos a reação, mas quando o telefone finalmente toca dizendo "tem um órgão para você", o chão parece sumir e reaparecer mais firme ao mesmo tempo. É um misto de medo do desconhecido com uma urgência absurda de viver. Chegar ao hospital, passar pela preparação e entrar na ...