Pular para o conteúdo principal

Postagens

Destaque

Postagens recentes

Hérnia no pós-transplante: cuidados, riscos e o uso da faixa cirúrgica

Cuidado redobrado: o que você precisa saber sobre hérnia e o pós-transplante (com o aval do meu médico!) Oi, tudo bem por aí? Quem me acompanha por aqui sabe que eu gosto de abrir o coração e dividir o que aprendo na pele — e na rotina. Hoje eu queria conversar sobre um assunto que exige bastante atenção e cuidado na nossa caminhada: as hérnias no pós-transplante. Conversando recentemente com o meu médico, a gente falou bastante sobre isso. Ele me explicou direitinho (e os estudos científicos reforçam isso!) o porquê de precisarmos cuidar tanto da nossa parede abdominal depois de uma cirurgia grande. Então, pega um cafezinho aí e vem comigo entender melhor essa história! Por que a hérnia cisma em aparecer? A explicação científica é bem lógica: quando a gente passa por um transplante, a cirurgia exige um corte importante na nossa barriga para o novo órgão encontrar o seu lugarzinho. Daí, se a musculatura e aquela camadinha que protege os músculos (a famosa fáscia) não cicatrizam com 100...

Receita de cachorro-quente caseiro para diabéticos e transplantados

Cachorro-quente de aniversário: versão segura, caseira e cheia de sabor! Sabe aquela vontade de comer um bom cachorro-quente na festa de aniversário, mas que parecia proibida por causa do transplante e do diabetes? Pois é! Depois de ver uma receita incrível no canal Menina Renal , decidi que não ia passar vontade: fui para a cozinha adaptar tudo para a nossa realidade. Quem passou por um transplante e convive com o diabetes sabe que a salsicha tradicional de mercado (cheia de sódio e conservantes) e a maionese caseira (que leva ovo cru e é um perigo real para a nossa imunidade) estão totalmente riscadas do cardápio. Mas a gente não tem que ficar sem comer gostoso por causa disso; a solução é colocar a mão na massa e fazer em casa! Quer ver como eu fiz? Anota aí o passo a passo dessa delícia: A salsicha artesanal de frango (segura e colorida!) Ingredientes: peito de frango, alho, cebola, páprica doce a gosto, um pouquinho de cominho moído, sal e... o segredo da cor: um pedaço de beterra...

Meu aniversário: dose dupla de vida!

Outubro sempre foi meu mês, mas esse ano ele tem gosto de presente em dose dupla 🎂❤️ Esse ano ganhei um segundo aniversário! Um para celebrar o dia que eu nasci e outro para comemorar o dia do meu renascimento, dia do meu tão sonhado transplante de rim. Hoje eu estou aqui. De pé. Com saúde para celebrar. Ganhei o maior presente antecipado: meu rim, meu marido e minhas três filhas, que estão sempre ao meu lado cuidando de mim! Hoje meu aniversário tem gosto de vida, de esperança, de saúde, de poder sonhar com o futuro! 26 de Outubro de 2026: meu aniversário 16 de Maio de 2026: meu renascimento 📖 Diário do recomeço Como me sinto hoje: celebrando a vida duas vezes no mesmo mês. Vitória do dia: fazer aniversário com saúde e com quem amo por perto. Mensagem para o coração: quando a gente tem amor, todo dia é aniversário. #aniversário #dosedupadevida #diáriodorecomeço #transplantada #vidanova  

Festa de aniversário

Festas e afeto: como montar uma mesa de aniversário segura, deliciosa e sem restrições para transplantados e diabéticos Oi gente!Tudo bem por aí?  Estamos na véspera da eleição, mas hoje vim falar de festas de aniversário, porque meu aniversário está próximo!  Quem me acompanha por aqui sabe que eu adoro uma comemoração. Celebrar a vida, a nossa saúde e os anos que a gente ganha de presente é uma das coisas mais bonitas que existem. Mas eu sei muito bem que, quando surge um diagnóstico de diabetes ou quando passamos por um transplante, a primeira dúvida que vem na cabeça é: "Meu Deus, será que agora eu não posso comer mais nada nas festas?" A boa notícia que eu trago hoje é que sim, dá para comemorar com muita fartura, sabor e segurança! A chave de tudo está na escolha dos ingredientes, no preparo caseiro e muito carinho na cozinha. Hoje eu reuni as estrelas principais da nossa mesa de aniversário adaptada. Vem ver o que entra nessa festa com zero culpa e muito sabor!  1....

Outubro rosa: cuidar de si é um ato de resistência

  Se tem uma coisa que eu agradeço todos os dias é por viver uma fase de muita leveza: por aqui, as minhas meninas são umas parceiras que me ajudam muito, e nos fins de semana o maridão assume a cozinha. Sou muito mimada nessa fase pós-transplante, cercada de amor e cuidado com muito carinho. Mas, conversando com tantas mulheres, eu sei bem que essa não é a realidade da maioria. Muitas de nós carregam o mundo nas costas sozinhas: a casa, o trabalho, a criação dos filhos, a gestão da própria saúde — seja o diabetes tipo 1, os cuidados de um transplante ou as mil correrias do dia a dia — sem ter com quem dividir o peso. E tem mais: quantas de nós já não bateram de frente com a dificuldade de conseguir liberação no trabalho? Patrões ou empresas que dificultam a ida a uma consulta, que torcem o nariz para um atestado de exame preventivo, como se cuidar da própria vida fosse um "favor" e não um direito básico. É por isso que eu digo e repito: cuidar de si é um ato de resistência. ...

Sobre a gratidão

Hoje quero falar sobre a minha gratidão. Uma gratidão bem pé no chão. Sou grata à minha família. Minhas 3 filhas e meu marido. Só eles ficaram ao meu lado o tempo todo. Cada filha me acompanhou em um momento diferente. Minha filha mais velha, quando eu ia nas consultas da diálise, sempre esteve ali comigo. Minha filha do meio ia também, revezava com a irmã. E agora no pós-transplante, é minha caçula que vai comigo. Fica atenta aos alarmes, confere a glicemia, anota tudo. Sem esquecer do meu marido, que também já me acompanhou em várias consultas e internações. Sou grata à equipe que foi maravilhosa comigo no transplante, durante a internação. Sou grata às enfermeiras e às técnicas de enfermagem. Elas não podem ser esquecidas! São elas que estão ali o tempo todo, dia e noite, atentas a tudo, com carinho e cuidado. Sou grata também aos vários médicos da cirurgia, aos nefrologistas, à nutri, à farmacêutica, às tias da limpeza, às tias da comida, às tias da roupa de cama, a algumas profiss...

O que fazer quando a bomba de insulina fica sem insumo e a justiça demora?

Quando a bomba de insulina fica sem insumo: o que fazer quando a justiça demora e o corpo não espera Oi, gente. Hoje vim falar de um assunto que quem tem diabetes tipo 1 e usa bomba de insulina conhece bem: a angústia de ter a decisão na mão, mas ficar sem o insumo em casa. Eu consegui na justiça o direito de receber minha bomba e meus insumos. Só que faz meses que não recebo. E nessa fase pós-transplante renal, eu não posso nem ir até a cidade vizinha resolver. Não posso pegar ônibus lotado, não posso me expor. Minha imunidade está baixa e cada saída é um risco. Sei que não sou só eu. Por isso resolvi escrever aqui, do jeito que faço no ateliê: com calma, ponto a ponto, para ajudar quem também está esperando. ⚠️ Aviso importante: esse texto é informativo, baseado na minha experiência e em fontes oficiais. Não é orientação jurídica nem médica. Converse sempre com sua defensora e sua equipe médica. Por que a bomba ainda precisa de processo? A bomba de insulina (sistema de infusão contín...

O perrengue do pós-transplante: quando o intestino resolve pregar peças

  Quem olha de fora — ou vê a gente celebrando as pequenas vitórias e as comemorações da vida — às vezes esquece que o pós-transplante renal e a convivência com uma doença crônica também têm seus momentos de perrengue pesado. E está tudo bem falar sobre isso, porque a vida real não tem filtro. Há poucos dias, passei por um daqueles episódios que testam a nossa paciência e o nosso limite. Quem teve a paratireoide retirada (como eu) sabe que a reposição de cálcio com o carbonato de cálcio é necessária, mas ela vem com um efeito colateral clássico e impiedoso: o intestino preso. Junta isso aos imunossupressores que deixam o trânsito intestinal mais lento, e temos a receita perfeita para o desastre. O alerta vermelho: quando o problema fica sério Começou de manhã com um incômodo, aquela vontade forte de evacuar e nada de sair. A barriga foi estufando, a cólica apertou, o enjoo deu as caras e, para piorar, comecei a ter dificuldade para fazer xixi. Para quem tem um rim novo, qualquer al...

5 meses de transplante de rim: o prazer de fazer xixi e beber água a vontade

Hoje faz 5 meses que ganhei meu rim novo. 16 de maio de 2026, dia do meu renascimento. Nesses 5 meses, vivi de tudo um pouco. Teve dias em que me senti mais cansada e prostrada, normal do pós-transplante. Teve a correria da casa, que não para: alimentação para organizar, preocupação de mãe que não acaba nunca. Minhas filhas são meu mundo. Duas na faculdade, cada uma com seus desafios. Minha filha diabética, que exige atenção diária. Minha filha mais velha, com suspeita de endometriose, em investigação, me preocupo com as dores dela. E tem a minha caçula. É ela que sempre me acompanha nas consultas em BH. Pega estrada comigo, fica horas esperando. Ela fica atenta aos alarmes do meu celular para eu tomar os imunossupressores na hora certa, confere comigo os valores da glicemia. Sem ela, eu me perderia. Ela é meus olhos e minha memória nas consultas. Meu marido também passou por um susto nesse último mês, com dor de barriga e diarreia por causa da água contaminada do trabalho. Corri com e...

​Relato da minha filha diabética: memórias de infância até os dias de hoje

Oi, meu nome é Ana Luiza e sou filha da Cristiane.  Fui diagnosticada com diabetes em 17 de março de 2018, com apenas 11 anos. Mamãe falou na época que era pouco mais nova do que eu quando descobriu a dela em 1991 - aos 10 anos.  Desde pequena, lembro dela tomando insulina e medindo glicose. Quando ela passou a usar a bomba de insulina em 2015, foi só alegria. Ela parou de ter hipoglicemias severas. Lembro no dia de ela ficar toda feliz quando a bomba chegou e eu pequena, 8 anos, falei brincando que o que tinha chegado pelo correio era uma bomba de verdade. (Risos).  Eu tinha muito medo quando ela dava hipo. Porque ela desmaiava e eu e minhas irmãs éramos pequenas. Lembro de uma dessas ocasiões, em que nós três estávamos brincando quando a encontramos desmaiada no sofá. Pegamos o celular dela, um rosa que abria, para ligar para meu pai, mas não sabíamos o número. Uma memória que me ficou marcada foi olhar para a foto de meu pai no telefone e chorar desejando que ele chega...

De volta para o futuro: a comunidade do diabetes e meu retorno ao blog

Memórias de blogueira: a era de ouro dos blogs, a comunidade do diabetes e por que eu decidi voltar Olá, meu povo querido! Puxa a cadeira, pega um café que hoje o papo é nostálgico e bate forte no coração de quem acompanha a internet há um tempão: a saudade dos blogs e a nossa jornada na comunidade do diabetes. Quem me acompanha há mais tempo talvez lembre do começo de tudo. Por volta de 2011 ou 2012, confesso que a data exata já se perde na memória, eu comecei a escrever num site chamado Banco de Saúde. Quem é das antigas vai lembrar! Era uma rede social só de saúde, tipo um Orkut da saúde, pioneiro demais. A gente criava um perfil, colocava nosso tipo de diabetes, os remédios que tomava e escrevia um diário. Era cru, era real, era nosso. Só que, em um belo dia, veio o aviso: o site ia começar a cobrar assinatura. E a gente, que já gasta tanto com insulina, fita, glicosímetro... não tinha como ficar arcando com isso. Foi aí que a mágica aconteceu: em massa, muitos blogueiros da área d...

Diário do recomeço: como voltei para o ateliê depois do transplante?

Logo mais estarei completando 5 meses de transplante. O dia 16 de maio de 2026 foi, sem dúvida, o dia do meu renascimento. Mas hoje quero contar para vocês como foi quando dei o passo de voltar para o meu cantinho mais amado: o ateliê. Isso aconteceu quando completei 3 meses de transplante. Eu estava morrendo de saudade da máquina de costura, com mil ideias fervilhando na cabeça e uma vontade louca de fazer tudo ao mesmo tempo. Minha equipe em Belo Horizonte foi muito clara: "Cris, você pode voltar, mas sem forçar. No máximo 2 horas por dia na máquina. E tem que ir levantando e caminhando no meio, a cada 30 minutos."  O cuidado com a cicatriz e o risco de hérnia Meu maior medo era o desenvolvimento de uma hérnia incisional — que é quando a parede abdominal, ainda em processo de cicatrização, enfraquece e cede por dentro. Minha médica me explicou que, no meu caso, o risco é um pouco maior porque os medicamentos imunossupressores (que tomo para evitar a rejeição do rim) deixam ...

Uremia, encefalopatia e transplante de rim: meu relato real na diálise peritoneal e o diagnóstico da cardiopatia hipertrófica obstrutiva

Relato real de uma paciente renal crônica que passou por falha na diálise peritoneal, uremia severa, encefalopatia urêmica, UTI com delirium e descobriu uma cardiopatia hipertrófica obstrutiva até chegar ao transplante de rim. Viver com insuficiência renal crônica exige uma resiliência que poucas pessoas conseguem imaginar. Não é apenas seguir uma rotina de tratamentos; é conviver diariamente com a fragilidade do próprio corpo. Olhando para trás, percebo o quanto o meu organismo tentou me avisar muito antes de eu realmente cair. E a minha história com a diálise peritoneal, com a uremia e, finalmente, com o transplante, é uma prova de que a nossa força é testada até o limite. O peso silencioso da uremia e as falhas no caminho Houve uma época em que o cansaço virou meu segundo nome. Mesmo com exames laboratoriais que pareciam "dentro da normalidade" e tomando alfaepoetina, a fraqueza era tanta que eu simplesmente não conseguia tomar banho. Meu apetite sumiu por completo. O que ...