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Voltei!E trouxe linha agulha e muita história

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Pizza no pós-transplante e diabetes?Sim, nós podemos!

Olá, pessoal! Nós conversamos sobre como o controle do potássio é uma vitória (e o meu está  controlado!), mas que a nova missão é derrubar os triglicerídeos elevados pelos imunossupressores e manter a glicemia do diabetes estável. E se eu te disser que dá para comer pizza de verdade sem trapacear na dieta e sem colocar o rim novo ou as taxas em risco? Hoje eu vim desmistificar a pizza e te dar 3 ideias incríveis de recheios deliciosos, livres daquela gordura vegetal hidrogenada e do sódio absurdo das pizzas congeladas de supermercado. Vamos lá?  A base de tudo: A massa fina protetora Fazer a massa em casa é o nosso maior trunfo. A nossa massa leva apenas: farinha de trigo, água morna, um fiozinho de azeite de oliva, fermento seco e uma pitada mínima de sal. O truque de ouro: abra a massa com o rolo para que ela fique bem fininha.  Para a gastroparesia: a massa fina é digerida muito mais rápido pelo estômago lento, evitando náuseas.  Para o rim: o teor de sódio é con...

Entre tratamentos e tecnologias: o balanço da semana e um novo passo no controle do diabetes

Se tem uma coisa que a vida de transplantada me ensinou, é que não existe monotonia. A semana foi intensa, cheia de consultas e descobertas, e hoje venho dividir com vocês como estou caminhando nessa nova etapa da recuperação. O CMV e a logística do tratamento Estive com o nefrologista do transplante ontem. A boa notícia é que meus exames estão dentro da normalidade e o exame do CMV apresentou melhora, baixando para 1500! A vitória veio, mas o tratamento continua: vou precisar de mais 14 dias de Ganciclovir na veia. Agora estou naquela "dança" da logística: o médico passou a receita e o relatório para continuarmos o home care, mas agora preciso acionar o hospital (Felício Rocho) para que eles solicitem a continuidade ao plano. É mais um processo burocrático que exige paciência, mas faz parte do caminho para a cura total. A surpresa do cateter duplo J Durante a consulta, descobri que ainda estou com um cateter duplo J. Para ser sincera, eu nem sabia que ele estava lá — ou, se ...

2 meses de transplante: a montanha-russa, os desafios e as grandes vitórias do meu novo rim!

Hoje, 16 de julho, celebro um marco que, para mim, tem sabor de vitória olímpica: completo exatos dois meses do meu transplante renal. Se alguém me dissesse, há 60 dias, tudo o que eu viveria nesse curto espaço de tempo, talvez eu não acreditasse na minha própria força. Mas o fato é que sobrevivi, aprendi e mudei profundamente. Olhar para esses dois meses é lembrar de uma verdadeira montanha-russa. Teve o dia do transplante, a ansiedade da primeira internação, a alegria da primeira alta e o início dos cuidados rigorosos em casa. De repente, minha rotina mudou: o uso constante de máscara virou regra e a faixa cirúrgica se tornou minha fiel companheira para ajudar na recuperação física da cirurgia. Nesse processo, descobri que o transplante não acontece só no paciente; ele acontece na família toda. Meu marido e minhas filhas se transformaram em verdadeiros anjos da guarda, me ajudando em cada detalhe, cuidando de mim com um amor que não cabe em palavras. Tivemos que aprender a logística ...

Home care no pós-transplante: o acolhimento de um anjo e a saga da burocracia

Fazer o tratamento do citomegalovírus (CMV) em casa, no meu cantinho, foi mil vezes melhor do que ficar trancada em um quarto de hospital. Disso não tenho dúvidas. No entanto, a minha experiência com a empresa de home care me mostrou uma realidade dura: enquanto na ponta temos profissionais que são verdadeiros anjos, na gerência lidamos com uma frieza que faz parecer que estão nos prestando um favor. Moro em uma cidade vizinha à sede da Unimed que me atende. Ainda no hospital, no dia da minha alta, a empresa organizou o envio dos medicamentos e insumos para as aplicações de Ganciclovir na minha casa. Parecia tudo perfeito, mas as falhas de logística começaram logo aí — erros que poderiam ter colocado todo o meu tratamento em risco. O protocolo era de 14 dias de medicação. Ao conferir as caixas, percebemos que veio remédio apenas para 13 dias. Faltava exatamente uma dose. Ao relatar o problema, a resposta da supervisora do home care foi inacreditável: ela queria que eu enviasse alguém a...

O quebra-cabeça das glicemias: quanfo o culpafo é o estômago, não você!

Quem tem diabetes há muitos anos sabe que, às vezes, a matemática das doses de insulina parece simplesmente não fechar. Por muito tempo, vivi um mistério diário que me deixava muito intrigada e frustrada: eu aplicava a insulina, fazia a minha refeição e, em vez da glicemia subir, ela caía, gerando episódios de hipoglicemia logo após comer. Mas a surpresa vinha horas depois. Quando eu achava que estava tudo sob controle, a taxa subia lá para o alto, do nada! Eu ficava sem entender: será que a culpa era da insuficiência renal ou havia algo mais? Hoje, com o diagnóstico em mãos, eu sei a resposta: esse atraso maluco na subida da glicemia é o sinal clássico da gastroparesia diabética. Para entender de forma simples, a gastroparesia transforma o nosso estômago em um "estômago preguiçoso". O diabetes de longo prazo pode danificar os nervos que controlam os movimentos digestivos, fazendo com que a comida demore muito mais tempo para ser processada e passar para o intestino. Isso cri...

Gastroparesia diabética: o susto do "bezoar" à fila do transplante

Quem convive com o diabetes de longa data sabe que ele pode trazer companheiros de jornada que a gente nem imagina. No ano passado, descobri na pele a gastroparesia diabética, mas o caminho até o diagnóstico foi uma verdadeira investigação. Tudo começou quando fiquei muito doente. Eu sentia muito enjoo, vômitos constantes e chegou a um ponto em que eu não conseguia comer mais nada. Na época, eu fazia diálise e a primeira preocupação da clínica foi descartar uma peritonite. Com a peritonite afastada e os exames renais na normalidade, o foco virou a minha anemia, que havia piorado muito pela falta de alimentação; regularam a minha alfapoetina e iniciamos suplementos. Como os enjoos não passavam, eu achava que era tudo por causa do problema renal. Mas minha intuição dizia que precisava ir além. Resolvi, por conta própria, agendar uma consulta com uma médica gastroenterologista na minha cidade. Ela foi extremamente minuciosa, pediu vários exames e uma endoscopia. Foi aí que veio a surpresa...

Arraiá da saúde: como curtir as festas juninas cuidando do diabetes e do transplante!

 Quem disse que o pós-transplante e o diabetes tiram o sabor das épocas mais gostosas do ano? Julho chegou e, com ele, aquela vontade de comer as delícias típicas de festa junina. Mas, no meu caso — com um rim novo para proteger e a glicemia para controlar na ponta do dedo enquanto espero a nova bomba —, a cozinha vira um espaço de criatividade e cuidado. Hoje vim compartilhar com vocês como estou adaptando essas tradições para manter o meu coração quentinho e as minhas taxas perfeitas! Minha canjica especial (testada e aprovada!) A canjica é o meu xodó. Para não errar na glicemia, eu faço a base da canjica completamente sem açúcar ou adoçante. O grande segredo está na hora de servir: coloco no meu prato e adoço direto com sucralose. Quando quero dar um toque ainda mais especial, faço um leite condensado diet caseiro batendo leite em pó desnatado com água morna e adoçante, e misturo com leite desnatado e amendoim. Fica dos deuses, super cremosa e muito segura! Como eu adoro testar ...