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Imunossupressores e triglicerídeos altos no pós transplante: o que ninguém te conta, mas que tem solução!

Olá, pessoal! Hoje quero conversar com vocês sobre uma descoberta recente na minha rotina de transplantada renal (estou completando 45 dias de rim novo, viva!). Quem passa por um transplante sabe que os primeiros meses são uma verdadeira montanha-russa de exames. Recentemente, comemorei que o meu potássio finalmente melhorou (graças ao truque de aferventar os legumes por 15 minutos e descartar a água!). Porém, outro número me chamou a atenção: os meus triglicerídeos continuam muito altos . Se você é transplantado deixa eu te contar o que descobri sobre os bastidores do nosso corpo agora: Os "culpados" ocultos: Tacrolimo e Prednisona Eu achava que estava errando na dieta, mas descobri que os grandes responsáveis por essa subida são os nossos próprios salvadores: os imunossupressores.  O tacrolimo: ele é essencial para proteger o rim novo, mas mexe diretamente com o metabolismo das gorduras no fígado, diminuindo a velocidade com que o corpo queima os triglicerídeos. A prednison...

Protegendo o caminho:a importância de cuidar do ambiente na recuperação

A jornada de um transplante é feita de muitos capítulos. Alguns deles exigem que a gente saia da rotina de casa, como aconteceu nestes últimos dois dias em que precisei ser internada para tratar o citomegalovírus (CMV). Foi uma experiência intensa. Do desespero inicial de estar em um pronto atendimento lotado — onde o medo de uma simples tosse alheia me deixou em alerta máximo — até a segurança de estar finalmente em um leito. Mas, quando a estabilidade chega e o médico sugere um novo passo, é hora de conversarmos sobre o que é melhor para nós. A sugestão de ir para uma Casa de Apoio me trouxe uma nova reflexão: o risco de infecção. Como recém-transplantada, meu corpo ainda está aprendendo a conviver com o novo órgão e com a medicação imunossupressora. Por isso, decidi solicitar a transferência para o home care pelo meu plano de saúde. Acredito que, neste momento, minha casa é o "hospital" mais seguro que posso ter. A lição que fica? Que nossa recuperação não é apenas sobre r...

Um novo passo para recuperação: foco total no cuidado

Nem sempre a jornada de recuperação segue o ritmo que a gente planeja. Como contei no último post, o citomegalovírus (CMV) tem exigido atenção. Seguindo a orientação do meu nefrologista, amanhã darei um novo passo: a internação hospitalar. Por que a internação? O objetivo é simples: segurança. Estando no hospital, poderei receber o tratamento antiviral de forma mais direta e ter o acompanhamento diário da equipe médica que conhece o meu caso desde o primeiro dia. É um momento de pausa, de "deixar que cuidem de mim", para que em breve eu possa voltar para o conforto do meu lar ainda mais forte. Encaro esse momento não como um retrocesso, mas como o tratamento necessário para proteger o meu rim e garantir que ele continue funcionando da melhor forma possível. O meu "cantinho" agora muda de endereço por alguns dias, mas o foco continua o mesmo: dedicação total à minha saúde. Em breve, volto para contar como foi o processo e compartilhar as novas lições que essa experiê...

Citomegalovírus (CMV) no pós-transplante: um desafio de vigilância e calma

A jornada do transplante é um processo de aprendizado contínuo. Recentemente, em um dos meus exames de rotina, descobri que o citomegalovírus (CMV) está ativo. Sei que, ao ler esse nome, muitas pessoas podem sentir medo, mas quero compartilhar como estou lidando com isso — com serenidade e muita confiança na minha equipe médica. O que é essa visita inesperada? Para quem está começando agora, o CMV é um vírus que pode se manifestar em pacientes imunossuprimidos (como nós, que tomamos medicação para proteger o rim novo). Pense na carga viral como um "termômetro": meu exame, que estava em 1050, subiu para 16900. Por isso, a importância de estarmos sempre atentos aos exames de acompanhamento. Mesmo com o aumento dos números, estou totalmente assintomática. A detecção precoce é nossa maior aliada. Já enviei o resultado para o médico que me acompanha desde o início; ele conhece cada detalhe do meu histórico e saberá exatamente qual o melhor ajuste na medicação para manter o vírus s...

Pequenos prazeres: quando o sabor e o cuidado caminham juntos

Às vezes, a lista de "não posso" parece maior que a de "posso". Mas, ao longo deste primeiro mês, descobri que o prazer de comer não precisa ser proibido. Ele só precisa de um pouco mais de criatividade. Cozinhar para mim mesma — e para a minha família — tornou-se uma forma de meditação e um cuidado com o rim que agora é parte de quem eu sou. Hoje, quero compartilhar com vocês duas receitas que fazem sucesso aqui em casa: uma para quando queremos algo salgado que conforta, e outra para quando o coração pede um doce sem culpa. 1. Salgado: Nuvens de frango e ervas (almôndegas leves) Ideal para o almoço ou jantar, por ser proteína magra e de fácil digestão.  Ingredientes: Peito de frango moído, um pouco de cenoura ralada bem fininha (cozida para ficar macia), coentro ou salsinha e um fio de azeite.  Preparo: Misture tudo e modele pequenas bolinhas. Grelhe em frigideira antiaderente com um fio mínimo de azeite( pode ser na Airfryer)É simples, não irrita o estômago e é p...

O equilíbrio delicado: lidando com a glicemia na fase de recuperação

Um dos maiores desafios que não aparecem, é a montanha-russa da glicemia. Quem vive o pós-transplante sabe: o corpo está passando por uma adaptação intensa, e o uso de corticoides — fundamentais para a proteção do novo rim — traz um efeito colateral conhecido por muitos: a resistência à insulina. Existem dias em que parece que a insulina não faz efeito, e a glicemia sobe sem pedir licença. É frustrante, eu sei. Mas é importante lembrar que essa oscilação não é uma falha sua; é uma resposta química do seu organismo ao tratamento imunossupressor. O que aprendi até agora é que a paciência é tão importante quanto a insulina. É uma fase de ajustar o relógio, de monitorar cada pico e de ter um diálogo muito aberto com a equipe médica. Não estamos apenas cuidando de um órgão, estamos realinhando todo um sistema.  Diário da Recuperação  Como me sinto hoje: Um pouco mais consciente sobre como o meu corpo reage aos horários dos remédios.  O desafio da semana: Aceitar que a glicemia...

A pressa não cura: aprendendo a respeitar o ritmo do meu novo corpo

 O aprendizado mais difícil: respeitar o tempo do meu novo corpo. Durante muito tempo, minha vida foi movida pela urgência. Eu tinha metas, prazos, afazeres domésticos, costuras que precisavam sair do papel e a energia de quem quer dar conta de tudo. Quando o transplante aconteceu, recebi uma nova vida, mas também recebi um lembrete físico constante: o meu corpo agora tem o seu próprio relógio. No começo, essa lentidão me causava uma ansiedade, pois estava mais disposta! Eu queria voltar a ser quem eu era antes, queria limpar a casa, organizar meu ateliê e seguir o ritmo acelerado da família sem me cansar. Mas o transplante me ensinou que a pressa é uma péssima companheira na recuperação. Hoje, entendo que "respeitar o tempo do meu corpo" não é preguiça; é proteção. É aceitar que, em alguns dias, a maior vitória não é o que eu produzi, mas sim o cuidado que eu tive comigo mesma. É entender que cada pausa que faço é um degrau a mais na escada da minha nova saúde. Aos poucos, e...