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Voltei!E trouxe linha agulha e muita história

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Memórias de 1991: Quando ser criança exigia coragem

Hoje parei para lembrar de quando tudo começou. Eu tinha só 10 anos e o mundo parecia ter ficado de cabeça para baixo com o diagnóstico do diabetes. Se hoje temos facilidades, naquela época a realidade era outra — e para uma menina de família simples, o desafio era dobrado. Lembro com clareza de coisas que hoje parecem absurdas: Agulhas que "cegavam":  Mesmo já existindo as descartáveis, a orientação que recebi era de fervê-las para reutilizar. O metal perdia o corte e a aplicação doía... como doía! Mas eu precisava ser forte. Insulinas de outra era: Eu usava a NPH bovina e suína. Não havia a estabilidade das insulinas sintéticas de hoje.  A restrição no prato: Como éramos mais pobres, a dieta era extremamente rígida. Não existiam produtos "diet" acessíveis ou contagem de carboidratos. O "não pode" era a regra. Olho para trás e sinto um aperto no peito por aquela menina de 10 anos, mas também um orgulho imenso. Cada picada cega e cada vontade de comer algo...

Ser mãe, costureira e diabética: a gente se vira nos 30!

Olha, se tem uma coisa que eu aprendi é que a vida não é uma costura reta. Às vezes a linha embola, a máquina trava e a glicemia resolve subir logo naquele dia que a gente tem mil encomendas para entregar. Quem me vê aqui no meu cantinho  cercada  por esses tecidos em tons pastéis que eu amo, nem imagina a correria! Muita gente me pergunta como eu dou conta de ser mãe e ainda cuidar do diabetes com tanta disciplina. A real? É um dia de cada vez. Tem dia que o ateliê é meu refúgio, onde eu esqueço do mundo. Mas tem dia que o sensor apita, as filhas chamam e a gente tem que parar tudo pra respirar e ajustar a rota. E tudo bem! Aprendi que não preciso ser perfeita, só preciso ser eu mesma. O diabetes faz parte de mim, mas ele não me define. Eu sou a Cristiane que cria, que costura, que cuida e que, acima de tudo, não desiste de deixar a vida um pouquinho mais colorida (e doce, do jeito certo!). Espero que esse blog seja um lugar pra gente trocar figurinhas de verdade, sem filtro ...

Café da manhã sem pressa(e sem pico de glicemia!)

Se tem uma coisa que a gente que vive com DM1 aprende, é que o café da manhã dita o tom do resto do dia. Se a gente começa com o pé direito, a glicemia agradece e a gente tem muito mais disposição para encarar a máquina de costura e a rotina com as meninas. Hoje eu trouxe uma panqueca de aveia que é a minha salvação aqui no meu ateliê. É rápida, não suja quase nada e sustenta de verdade.          O que você vai precisar:  ● 1 ovo (o nosso melhor amigo na cozinha!);   ●2 colheres de sopa de farelo de aveia;   ●1 pitada de canela (dá um cheirinho maravilhoso);   ●1 colher de chá de adoçante(opcional).    Como eu faço:   1. Bato tudo num pratinho com um garfo mesmo;  2. Levo para a frigideira antiaderente (se precisar, passo só um pinguinho de óleo de coco ou azeite);  3. Deixo dourar dos dois lados e pronto! ☆Dica da Cris:☆ Eu adoro comer com um pouquinho de queijo Minas ou até pura com um café quentinho. É o combu...

O que ninguém te conta sobre ser mãe, blogueira e diabética

Sabe aqueles dias em que a linha da máquina arrebenta cinco vezes e a glicemia teima em não baixar? Pois é. Minha vida é um pouco disso: um equilíbrio constante entre o que eu quero criar e o que o meu corpo me pede.  Quando eu calço meu All Star e sento no ateliê, parece que o mundo lá fora dá uma trégua. Aquelas prateleiras organizadas, os tecidos em tons pastéis... é o meu lugar de paz. A costura me ensinou que a vida é feita de paciência. Se eu erro um corte, eu aprendo. Se a glicemia sobe do nada, eu não me desespero; eu apenas ajusto o "ponto" e sigo em frente. Ser mãe já é um desafio, mas ser mãe e ter que monitorar o diabetes o tempo todo é outro nível. Minhas filhas já cresceram vendo o sensor no meu braço e entendendo que, às vezes, a mamãe precisa de dez minutinhos sentada com um copo de café com açúcar. Isso não me faz menos mãe; me faz uma mulher que ensina resiliência para elas todos os dias. Eu não sou só a "Cristiane Diabética". Eu sou a Cristiane qu...

Diabetes infantil

Diabetes infantil, minha mais nova realidade. Primeira sensação é de desespero, de não acreditar que aquilo possa estar acontecendo, mais a realidade é cruel e sim era verdade: Minha filha está com diabetes! Um milhão de coisas passam pela nossa cabeça, sentimento de impotência, de culpa, de achar que pode ter passado de mãe para filha, estou agora vivendo o outro lado da história, agora além de paciente portadora de DM1 agora sou mãe de uma DM1. Chorei, me senti a  pior mãe do mundo, mais ao ver aquele valor altíssimo no glicosímetro voltei a realidade. Eu precisava agir! Levei no PS, pedi ajuda ao meu endocrino para as doses iniciais de insulina, já que no pronto socorro não quiseram aplicar alegando ela ser do tipo 2! Absurdo né? Glicemia em 400 e liberaram 5 horas depois com glicemia acima de 300( a história é longa) já levei no endocrinologista infantil, ela já entrou na insulina, agora aguardando os exames ficarem prontos para confirmar se é mesmo tipo 1, tudo indica que sim....

Diabetes tipo 2

Sintomas de Diabetes tipo 2 As pessoas com diabetes tipo 2 não apresentam sintomas no início, podendo ter a doença por muito anos sem desconfiar que estão diabéticas. O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que afeta a forma como o corpo metaboliza a glicose, principal fonte de energia do corpo. A pessoa com diabetes tipo 2 pode ter uma resistência aos efeitos da insulina - hormônio que regula a entrada de açúcar nas células - ou não produz insulina suficiente para manter um nível de glicose normal. Os primeiros sintomas de diabetes tipo 2 podem ser: Infecções frequentes. Feridas que demoram para cicatrizar Alteração visual (visão embaçada) Formigamento nos pés e furúnculos Vontade de urinar diversas vezes Fome frequente Sede constante. Na presença desses sintomas, principalmente associado aos fatores de risco, é importante visitar um médico e fazer uma investigação para o diabetes tipo 2. Tratamento de Diabetes tipo 2 O tratamento do diabetes ...