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Quando a gente entra na fila do transplante, a vida ganha uma espécie de "espera ativa". A diálise peritoneal faz parte do dia a dia, mas o coração fica sempre alerta, esperando aquele telefonema. Logo no início da diálise, comecei a seguir perfis de pessoas que viviam essa mesma rotina. Um dia, vi o relato de uma moça que fazia hemodiálise e estava na fila para o transplante duplo de rim e pâncreas. Ela contou que, assim que entrou na fila, colocou como objetivo comprar as coisinhas para levar para o hospital: pijamas novos, um roupão... Aquilo me tocou de um jeito tão profundo que me inspirou a fazer o mesmo! Fui comprando aos poucos as peças principais do meu recomeço. Comprei uma bolsa especial para levar na internação, alguns pijamas confortáveis e a minha última aquisição: calcinhas novas! O telefone tocou... e a mala ganhou vida! A minha mala não estava 100% pronta e fechada no canto do quarto, mas as coisas mais importantes — aquelas que comprei com tanto carinho im...