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Voltei!E trouxe linha agulha e muita história

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Arraiá da saúde: como curtir as festas juninas cuidando do diabetes e do transplante!

 Quem disse que o pós-transplante e o diabetes tiram o sabor das épocas mais gostosas do ano? Julho chegou e, com ele, aquela vontade de comer as delícias típicas de festa junina. Mas, no meu caso — com um rim novo para proteger e a glicemia para controlar na ponta do dedo enquanto espero a nova bomba —, a cozinha vira um espaço de criatividade e cuidado. Hoje vim compartilhar com vocês como estou adaptando essas tradições para manter o meu coração quentinho e as minhas taxas perfeitas! Minha canjica especial (testada e aprovada!) A canjica é o meu xodó. Para não errar na glicemia, eu faço a base da canjica completamente sem açúcar ou adoçante. O grande segredo está na hora de servir: coloco no meu prato e adoço direto com sucralose. Quando quero dar um toque ainda mais especial, faço um leite condensado diet caseiro batendo leite em pó desnatado com água morna e adoçante, e misturo com leite desnatado e amendoim. Fica dos deuses, super cremosa e muito segura! Como eu adoro testar ...

Alimentação no pós-transplante: o carinho que vem do prato

Além de toda a vitória com o home care, semana passada também tive minha consulta com a nutricionista e saí de lá cheia de estratégias para blindar a minha saúde! No pós-transplante, a comida vira nossa grande aliada. Hoje o meu almoço já foi todo trabalhado nessas novas orientações: montei um prato com arroz, carne moída, alface roxa e tomate cereja (tudo rigorosamente higienizado, claro!). Para os legumes, usei chuchu e abobrinha, que passaram pelo processo de aferventar por 15 minutos. Essa técnica ajuda a reduzir o potássio dos alimentos — que está super controlado, mas a ordem agora é prevenir! No café da manhã, mantive o equilíbrio com pão de sal, manteiga e café com leite desnatado adoçado com sucralose. De lanchinho, uma maçã deliciosa. Cuidar de cada detalhe do que eu como é a minha forma de dizer "obrigada" ao meu corpo e ao meu rim novo por estarem lutando tanto por mim. Diário de recuperação  Como me sinto hoje: nutrida, forte e no controle da minha rotina. O desa...

Mudança de planos: o adeus temporário à bomba de insulina e o foco total na proteção do meu rim

Quem tem diabetes e usa tecnologia sabe o quanto a nossa rotina depende dos nossos dispositivos. Há algum tempo eu vinha usando a bomba de insulina Medtronic 640g com o sensor. Só que, recentemente, ela começou a apresentar um defeito bem chato: os botões estavam agarrando. Isso começou a atrapalhar bastante na hora de checar os valores das glicemias e de fazer as correções certas, algo que agora, no pós-transplante, precisa ser milimétrico. Entrei em contato com o 0800 da Medtronic e o atendimento foi excelente. Me orientaram, fizemos testes e me pediram para enviar um vídeo mostrando o problema dos botões. Assim que consegui registrar o defeito, enviei por e-mail. Poucos dias depois, veio a grande surpresa: eles me ligaram dizendo que fariam a substituição, mas por um modelo superior, a Medtronic 780g! A entrega aconteceu justamente no período em que eu estava internada para tratar o CMV. Minhas filhas receberam a nova bomba em casa e, no mesmo dia, a enfermeira da Medtronic já me li...

O corpo que renasce: a menstruação voltou e com ela uma nova prova de vida!

A jornada do transplante é cheia de "primeiras vezes". A primeira urina, o primeiro exame com taxas normais, a primeira vez que nos sentimos com energia de verdade. E, às vezes, a vida nos surpreende com uma "primeira vez" que a gente nem imaginava que viria tão cedo. Para quem me acompanha, sabe que minha trajetória na diálise foi longa e desafiadora. E, como muitas mulheres nessa situação, eu também parei de menstruar. Minha ex-nefrologista da diálise sempre me tranquilizou, dizendo que era normal: o corpo, sob o estresse da insuficiência renal e do tratamento exaustivo, poupava energia onde podia, e o ciclo reprodutivo acabava ficando em segundo plano. Eu estava há quase dois anos sem menstruar. Eu sabia, é claro, que o transplante poderia reverter essa situação, que com um novo rim filtrando o sangue, os hormônios voltariam a se equilibrar. Mas que eu não imaginava é que seria tão rápido! Eis que, nessa madrugada, uma surpresa me pegou: a menstruação desceu. Con...

A voz do paciente e o poder de escolher o próprio refúgio: venci a burocracia!

A jornada do pós-transplante é cheia de curvas inesperadas. No dia 30 de junho, precisei internar por recomendação médica para tratar o citomegalovírus (CMV), esse vírus que adora aparecer quando estamos imunossuprimidos. Como eu estava (e sigo) totalmente assintomática, a política do hospital era me transferir para uma Casa de Apoio. Lá eu teria refeições e um espaço para transplantados, mas precisaria me deslocar todos os dias até o hospital para tomar o remédio, além de buscar minha própria água mineral. Com menos de dois meses de transplante, meu coração me disse que aquele ambiente, com tanta circulação de pessoas, não era o ideal para a minha imunidade. Eu precisava de segurança absoluta. Foi aí que decidi ser a advogada da minha própria saúde: sugeri à equipe tentarmos o home care pelo meu plano de saúde. Foram dias longos de espera e de muita ansiedade — o plano levou uma semana para responder. Mas a persistência valeu a pena! A aprovação chegou, as medicações foram entregues n...

Minha lista de compras oficial: pós-transplante, diabetes e triglicerídeos sob controle

Olá, pessoal! No último post eu contei para vocês como os imunossupressores do início do transplante (como o tacrolimo e a prednisona) dão um "baile" no nosso fígado, fazendo os triglicerídeos subirem, mesmo a gente tomando medicação. Hoje vim abrir para vocês a minha lista de compras oficial. Ela foi montada "a dedo" para equilibrar quatro metas difíceis, mas que dão super certo juntas:  1. Baixo potássio (para proteger o rim novo).  2. Baixa gordura ruim (para derrubar o triglicerídeos).  3. Fácil digestão  (para não agredir a minha gastroparesia).  4. Zero açúcar  (para manter a glicemia do diabetes controlada). Se você também precisa desse cuidado ou cozinha para alguém nessa fase, salva essa lista!  1. Hortifrúti (meus grandes aliados) Aqui entram apenas os vegetais de baixo potássio e que ficam super macios após o processo de fervura:  Chuchu: o companheiro de todas as horas, super leve para o estômago.  Abobrinha italiana: perfeita par...

Imunossupressores e triglicerídeos altos no pós transplante: o que ninguém te conta, mas que tem solução!

Olá, pessoal! Hoje quero conversar com vocês sobre uma descoberta recente na minha rotina de transplantada renal. Quem passa por um transplante sabe que os primeiros meses são uma verdadeira montanha-russa de exames. Recentemente, comemorei que o meu potássio finalmente melhorou (graças ao truque de aferventar os legumes por 15 minutos e descartar a água!). Porém, outro número me chamou a atenção: os meus triglicerídeos continuam muito altos . Se você é transplantado deixa eu te contar o que descobri sobre os bastidores do nosso corpo agora: Os "culpados" ocultos: Tacrolimo e Prednisona Eu achava que estava errando na dieta, mas descobri que os grandes responsáveis por essa subida são os nossos próprios salvadores: os imunossupressores.  O tacrolimo: ele é essencial para proteger o rim novo, mas mexe diretamente com o metabolismo das gorduras no fígado, diminuindo a velocidade com que o corpo queima os triglicerídeos. A prednisona (corticoide): mesmo em doses baixinhas, ela e...