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Voltei!E trouxe linha agulha e muita história

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Três gestações de risco, três milagres e o amor que me cura todos os dias

Se tem uma coisa que a vida me ensinou, é que o amor de mãe é testado na base da fé e do coração na boca. Quem me acompanha por aqui sabe das minhas batalhas com a saúde, mas hoje eu não vim falar de mim. Vim falar da minha maior riqueza, da minha sorte diária: as minhas três filhas. Elas foram bebês muito esperados, muito amados e, hoje, são três meninas maravilhosas, fofas e companheiras que seguram a minha mão em cada etapa, principalmente agora, nesse meu processo de pós-transplante. Olhar para elas hoje, adultas e cheias de vida, me faz lembrar de onde tudo começou. E a jornada não foi fácil. A mais velha: O recomeço e a força que lidera A minha filha mais velha, hoje com 20 anos, foi o bebê que me trouxe mais medo. Antes dela, eu havia perdido o meu primeiro filho em uma gestação de 8 meses, uma dor que nenhuma mãe esquece. Quando engravidei dela, o medo me acompanhava. Ela acabou nascendo prematura, de 7 meses e meio. Ela chegou ao mundo cansada, com os pulmãozinhos ainda sem es...

Diabetes aos 11 anos, aos 19 anos e a vida real: o que mudou desde o primeiro post

Em 2018, escrevi aqui no blog um texto com o título "Diabetes Infantil". Na época, minha filha tinha acabado de ser diagnosticada, com apenas 11 anos de idade. Aquele post, até hoje, é um dos mais lidos por aqui. Olhando para trás, percebo o quanto o tempo voou: aquela menininha hoje é uma jovem de 19 anos. Muita coisa mudou, mas a nossa caminhada com o diabetes tipo 1 continua exigindo fôlego todos os dias. Hoje, ela está na faculdade de Administração, é uma aluna brilhante, focada e dona de um talento gigante para o desenho e para as artes — que é o grande sonho da vida dela. Na rotina de saúde, ela usa as insulinas Basaglar e Humalog, além do Glifage para resistência à insulina e o Puran para o hipotireoidismo. Como mãe, eu sinto um orgulho que não cabe no peito ao ver o quanto ela é responsável. Ela não faz contagem de carboidratos, mas me pede ajuda com a maior maturidade do mundo quando quer comer um doce. Toma as insulinas rigorosamente no horário, mede a glicemia dire...

O dia que a vida recomeçou e os desafios para chegar até aqui

Um sentimento que tem me acompanhado muito neste pós-transplante é o do merecimento. Às vezes, me pego perguntando se realmente mereço a chance de viver de novo. A diálise peritoneal foi o que me manteve viva, e sou imensamente grata por isso. Mas, no ano passado, passei por algumas intercorrências sérias e precisei ser internada três vezes. Na minha cidade, a primeira internação foi assustadora. A equipe do hospital, em um primeiro momento, não soube como agir. Por não saberem como me conectar à máquina de diálise peritoneal, acabaram me colocando na UTI e iniciando uma hemodiálise de emergência. Meus exames só pioravam, e a melhora só veio quando voltei a fazer a diálise peritoneal, ainda dentro da UTI. Lembro de tentar orientar as enfermeiras sobre o procedimento correto: como higienizar as bolsas e o cassete, a importância de usar máscara e de manter o ambiente isolado durante o processo. Mas parecia que eu falava outra língua. Pessoas entravam no quarto a todo momento, algumas pro...

Almoço seguro e saboroso: como preparar feijão e legumes sem medo

Muitas vezes, a restrição alimentar parece o fim do mundo para quem ama comer bem, especialmente para quem, como eu, está em processo de recuperação pós-transplante. Quando recebi a orientação de reduzir o potássio, a primeira coisa que pensei foi: "E agora, como vai ficar o meu feijão?" Mas, com calma e técnica, descobri que a gente não precisa abrir mão do sabor. A regra de ouro aqui é o cuidado no preparo . Meu "prato da segurança" de hoje: Feijão: Deixo de molho por pelo menos 12 horas (trocando a água). Depois, fervo, descarto a água e cozinho em água nova. Isso reduz muito o potássio!  Legumes: A técnica é a mesma: aferventar, descartar a água e finalizar o cozimento.  Tempero: Como não posso abusar de condimentos industrializados, uso temperos naturais (alho, cebola, ervas frescas). Fica uma delícia e o rim agradece! Diário da Recuperação Como me sinto hoje: Mais tranquila após ter entendido como preparar meus alimentos com segurança. O desafio da semana: Enc...

Um novo capítulo: minha vida pós-transplante, entre o cuidado e a gratidão

Hoje, o assunto não é sobre costura, nem sobre receitas (embora elas continuem sendo parte importante da minha rotina). Hoje, quero falar sobre a mudança mais significativa da minha vida: o meu transplante. Muitas pessoas me perguntam como estou me sentindo. E a resposta é uma mistura de sentimentos difícil de explicar: sinto uma gratidão imensa por ter ganhado essa nova chance, mas também uma necessidade de disciplina que eu nunca tive antes. Minha vida, que antes era focada em planos para o meu ateliê, agora se tornou uma agenda de cuidados. E, honestamente? Eu estou aprendendo a valorizar cada linha dessa agenda.  Cada remédio, cada consulta e cada ida à unidade de transplante  são pequenos passos para garantir que esse rim — que é o meu maior presente — esteja bem cuidado.  Aprender a usar a faixa cirúrgica para proteger meu corpo (e evitar a temida hérnia) e encontrar formas de me exercitar com caminhadas em locais planos é o meu "trabalho" atual. Não é fácil, ainda ...

Uma pausa no meu ateliê Cantinho da Mamãe e o sonho que espera por mim

Oi, gente! Para quem está chegando agora ou me acompanha de perto, sabe que o Cantinho da Mamãe começou como um pequeno sonho — costuras básicas, fraldinhas, pequenos consertos e todo aquele carinho que a gente coloca em cada pontinho de linha. Eu estava com tudo pronto para dar um passo importante: ia começar um curso de corte e costura justamente na semana em que recebi a ligação do transplante renal. A vida, com sua sabedoria única, me trouxe um presente maior e uma missão imediata: cuidar da minha saúde e do meu "novo companheiro". Por isso, o Cantinho da Mamãe fez uma pausa . Para quem está aprendendo como eu, cada etapa é um desafio. E, neste momento, o meu maior desafio é a recuperação pós-transplante. Minha rotina agora é de consultas, cuidados com a imunidade, muito repouso e adaptação. O curso de costura vai precisar esperar um pouquinho, mas o meu desejo de aprender segue aqui, guardadinho no coração. Acredito que, em cerca de 6 meses, com a liberação dos médicos, ...

Café da manhã com sabor de cuidado: minha receita favorita para começar o dia bem

Quem me acompanha sabe que, depois do transplante, o meu café da manhã deixou de ser apenas "a primeira refeição do dia" para se tornar um momento de cuidado estratégico. Com o rim novo trabalhando a todo vapor e a minha necessidade de controlar certas taxas, a minha cozinha virou um santuário de atenção. Mas, acreditem: é possível comer muito bem, de forma segura e com muito sabor, mesmo seguindo um protocolo rígido. Hoje, quero compartilhar com vocês o meu mingau de maçã e aveia . É o meu conforto diário: ele é suave para o meu estômago (o que ajuda muito na gastroparesia), tem baixo teor de potássio e as fibras da aveia são minhas grandes aliadas na busca pelo controle dos triglicerídeos. A receita: Mingau aconchegante de aveia e maçã Esta receita é simples, rápida e perfeita para esse clima mais frio que estamos enfrentando. Ingredientes:  ● 3 colheres de sopa de farelo de aveia (ajuda a controlar o colesterol/triglicerídeos).  ●150ml de água mineral ou leite de arroz . ...