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​Voltando a me cuidar no pós-transplante: maquiagem, proteção solar e o resgate da autoestima

Desde novinha, sempre fui apaixonada por maquiagem, vidrinhos de esmalte e por me cuidar. Com o tempo e a correria da vida, acabamos deixando esses gostos de lado. Na pandemia, parei de me maquiar e o hábito de me cuidar ficou adormecido. Com o meu transplante renal recente, a rotina mudou bastante. Por conta dos imunossupressores, minha imunidade está mais baixa, e o uso da máscara de proteção voltou a ser obrigatório no meu dia a dia para me proteger de infecções. Mas isso não me impediu de querer voltar a olhar para mim com carinho! Renovei meus produtinhos e resgatei essa vaidade que faz parte de quem eu sou. A minha rotina de autocuidado e saúde • Protetor solar (Regra de ouro no pós-transplante): Quem passou por um transplante sabe que a pele fica muito mais sensível à radiação solar por conta das medicações. O protetor solar facial deixou de ser apenas um item de beleza e virou um cuidado rigoroso com a minha saúde. Uso todos os dias, sem falta! • Hidratação facial e maquiagem ...

Fitas estragando ou medição errada? 3 erros comuns ao guardar o aparelho de glicemia

Quem convive com o diabetes sabe que o glicosímetro é o nosso maior parceiro do dia a dia. Ele fornece a segurança necessária para tomar decisões sobre alimentação, medicação e rotina. No entanto, pequenos descuidos na hora de guardar e transportar os equipamentos podem danificar os insumos e até alterar os resultados dos testes. Confira 3 erros muito comuns que devem ser evitados para proteger a precisão do seu tratamento: 1. Guardar as fitas fora do potinho original ou deixar o frasco aberto As fitas reagentes são extremamente sensíveis à luz, ao calor e, principalmente, à umidade. Retirar as fitas do frasco original para colocar em outros recipientes — ou esquecer o potinho aberto — pode inutilizar o lote inteiro.        Dica:  retire a fita que vai usar e feche a tampa do frasco imediatamente. 2. Carregar agulhas e lancetas soltas na bolsa Transportar lancetas e agulhas sem uma proteção adequada traz riscos de acidentes e contaminação. Além da chance de fura...

Criança e jovem com diabetes na escola: como garantir a segurança e os direitos sem complicaç

Enviar uma filha com diabetes tipo 1 para a escola — ou encarar a rotina das aulas sendo uma jovem com a condição — envolve muito mais do que preparar o material escolar. Exige confiança, planejamento e a certeza de que a saúde estará protegida longe de casa. Muitas famílias não sabem, mas a legislação e as diretrizes de saúde garantem direitos fundamentais para que a rotina escolar seja segura, inclusiva e sem preconceitos. Se você é mãe, responsável ou um jovem com DM1, confira o que é garantido por lei e como organizar tudo com a escola de forma leve: 1. Direito à alimentação adaptada na merenda escolar A alimentação adequada faz parte do tratamento. A escola pública é obrigada a oferecer refeições adaptadas às necessidades do aluno com diabetes.  Como solicitar: Apresente na secretaria da escola um laudo médico (emitido pelo endocrinologista ou clínico) especificando a necessidade de um cardápio isento de açúcares simples e com controle de carboidratos. 2. Liberdade para medir ...

Diabetes e baixa renda: como conseguir insumos, medicamentos e direitos gratuitos

Quem vive com diabetes sabe que o tratamento vai muito além da insulina: exige fitas, seringas, agulhas, alimentação adequada e itens de higiene básica. Para quem está com o orçamento apertado, o custo pode parecer esmagador. Por já ter vivido essa realidade na pele e ter passado por muitos apertos, preparei este guia prático para mostrar que o tratamento do diabetes e a dignidade na saúde são direitos seus, garantidos por lei.  1. Onde conseguir insumos e medicamentos de graça? A Lei Federal nº 11.347/2006 garante que todo paciente com diabetes cadastrado no SUS tem direito a receber gratuitamente o material necessário para monitoramento e aplicação:  ● Postos de saúde (UBS / Farmácia Básica): Fornecem gratuitamente insulinas (NPH e Regular), seringas com agulha acoplada, lancetas e tiras/fitas de reagentes para medição de glicemia (glicosímetro).  ● Farmácia popular: Em farmácias privadas credenciadas (com o selo do programa), você retira gratuitamente insulinas e medic...

Cuidados no pós-transplante e baixa renda: guia prático, economia e seus direitos

Cuidar do novo rim exige atenção a vários detalhes no dia a dia, mas a falta de recursos financeiros nunca deve ser um obstáculo para manter seu enxerto seguro. Cuidar da saúde é um direito de todos! Hoje preparei um guia completo com alternativas acessíveis, dicas de economia e orientações de segurança para quem precisa adaptar os cuidados ao orçamento.  1. Água mineral: Garrafões de 5L ou tratamento caseiro? A hidratação constante é a regra número um do transplantado, mas a forma de consumo exige atenção:  Por que evitar galões de 20 litros? Eles demoram muito para acabar e o acúmulo de água parada no suporte ou no bebedouro facilita a proliferação de bactérias e fungos. O ideal é usar garrafas ou galões de no máximo 5 litros, que são consumidos rapidamente.  Como fazer água segura em casa? Se não tiver condições de comprar água mineral, siga este passo a passo seguro:    1. Passe a água da torneira em um filtro doméstico (ou filtro de barro/vela) para tirar o...

Do guaraná de garrafa de vidro às cestas de afeto: minha jornada com o diabetes desde 1991

Quem é diagnosticado com diabetes hoje encontra prateleiras cheias de opções sem açúcar nos supermercados. Mas você se lembra de como era ser diabética nos anos 90? Descobri o diabetes em 1991. Naquela época, encontrar qualquer coisa diet era uma verdadeira caça ao tesouro. Os refrigerantes eram em garrafa de vidro, uma delícia— Coca e Guaraná diet. No mercado, a única opção de sobremesa era a gelatina em pó e, tempos depois, o pudim diet de caixinha. O leite era o Molico desnatado. Lembro que quando lançaram uma versão com sabor de morango, o gosto não era dos melhores, mas eu tomava feliz só pelo gostinh, lembrava o Nesquick, só que aguado! Para fazer achocolatado, eu usava um chocolate amargo com adoçante. E por falar em adoçante... quem viveu a época do Assugrin sabe o gosto forte que ele tinha! Depois veio o Zero-Cal e, em meados dos anos 90, lançaram um com gosto de mato (a famosa Stevia).  A realização de um sonho e a descoberta do chocolate preferido Nos anos 2000, as coisa...

Atividade física no pós-transplante: quando começar e o que está liberado?

Depois de um período de repouso e recuperação cirúrgica, o corpo pede movimento! A atividade física é uma grande aliada para fortalecer a musculatura, controlar a pressão arterial, evitar o ganho de peso excessivo pelos corticoides e melhorar a disposição. A minha experiência: caminhada leve desde o 1º mês Fui liberada pela minha equipe médica logo no primeiro mês para fazer caminhadas leves em locais planos. Essa liberação precoce foi maravilhosa para a minha circulação, para a mente e para recuperar o fôlego. No início, o objetivo não é intensidade, mas sim tirar o corpo da inatividade, sempre respeitando os limites da cicatrização.  O que pode e o que nãoo pode? (E quanto tempo esperar?) Cada liberação depende da avaliação da sua equipe de transplante e da recuperação da cirurgia:  ● Caminhada leve (1º mês em diante): Liberada precocemente na maioria dos casos, em piso plano e com calçado confortável. Dica: Vá sempre de boné/chapéu, óculos escuros com filtro UV e protetor s...