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Voltei!E trouxe linha agulha e muita história

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O quebra-cabeça das glicemias: quanfo o culpafo é o estômago, não você!

Quem tem diabetes há muitos anos sabe que, às vezes, a matemática das doses de insulina parece simplesmente não fechar. Por muito tempo, vivi um mistério diário que me deixava muito intrigada e frustrada: eu aplicava a insulina, fazia a minha refeição e, em vez da glicemia subir, ela caía, gerando episódios de hipoglicemia logo após comer. Mas a surpresa vinha horas depois. Quando eu achava que estava tudo sob controle, a taxa subia lá para o alto, do nada! Eu ficava sem entender: será que a culpa era da insuficiência renal ou havia algo mais? Hoje, com o diagnóstico em mãos, eu sei a resposta: esse atraso maluco na subida da glicemia é o sinal clássico da gastroparesia diabética. Para entender de forma simples, a gastroparesia transforma o nosso estômago em um "estômago preguiçoso". O diabetes de longo prazo pode danificar os nervos que controlam os movimentos digestivos, fazendo com que a comida demore muito mais tempo para ser processada e passar para o intestino. Isso cri...

Gastroparesia diabética: o susto do "bezoar" à fila do transplante

Quem convive com o diabetes de longa data sabe que ele pode trazer companheiros de jornada que a gente nem imagina. No ano passado, descobri na pele a gastroparesia diabética, mas o caminho até o diagnóstico foi uma verdadeira investigação. Tudo começou quando fiquei muito doente. Eu sentia muito enjoo, vômitos constantes e chegou a um ponto em que eu não conseguia comer mais nada. Na época, eu fazia diálise e a primeira preocupação da clínica foi descartar uma peritonite. Com a peritonite afastada e os exames renais na normalidade, o foco virou a minha anemia, que havia piorado muito pela falta de alimentação; regularam a minha alfapoetina e iniciamos suplementos. Como os enjoos não passavam, eu achava que era tudo por causa do problema renal. Mas minha intuição dizia que precisava ir além. Resolvi, por conta própria, agendar uma consulta com uma médica gastroenterologista na minha cidade. Ela foi extremamente minuciosa, pediu vários exames e uma endoscopia. Foi aí que veio a surpresa...

Arraiá da saúde: como curtir as festas juninas cuidando do diabetes e do transplante!

 Quem disse que o pós-transplante e o diabetes tiram o sabor das épocas mais gostosas do ano? Julho chegou e, com ele, aquela vontade de comer as delícias típicas de festa junina. Mas, no meu caso — com um rim novo para proteger e a glicemia para controlar na ponta do dedo enquanto espero a nova bomba —, a cozinha vira um espaço de criatividade e cuidado. Hoje vim compartilhar com vocês como estou adaptando essas tradições para manter o meu coração quentinho e as minhas taxas perfeitas! Minha canjica especial (testada e aprovada!) A canjica é o meu xodó. Para não errar na glicemia, eu faço a base da canjica completamente sem açúcar ou adoçante. O grande segredo está na hora de servir: coloco no meu prato e adoço direto com sucralose. Quando quero dar um toque ainda mais especial, faço um leite condensado diet caseiro batendo leite em pó desnatado com água morna e adoçante, e misturo com leite desnatado e amendoim. Fica dos deuses, super cremosa e muito segura! Como eu adoro testar ...

Alimentação no pós-transplante: o carinho que vem do prato

Além de toda a vitória com o home care, semana passada também tive minha consulta com a nutricionista e saí de lá cheia de estratégias para blindar a minha saúde! No pós-transplante, a comida vira nossa grande aliada. Hoje o meu almoço já foi todo trabalhado nessas novas orientações: montei um prato com arroz, carne moída, alface roxa e tomate cereja (tudo rigorosamente higienizado, claro!). Para os legumes, usei chuchu e abobrinha, que passaram pelo processo de aferventar por 15 minutos. Essa técnica ajuda a reduzir o potássio dos alimentos — que está super controlado, mas a ordem agora é prevenir! No café da manhã, mantive o equilíbrio com pão de sal, manteiga e café com leite desnatado adoçado com sucralose. De lanchinho, uma maçã deliciosa. Cuidar de cada detalhe do que eu como é a minha forma de dizer "obrigada" ao meu corpo e ao meu rim novo por estarem lutando tanto por mim. Diário de recuperação  Como me sinto hoje: nutrida, forte e no controle da minha rotina. O desa...

Mudança de planos: o adeus temporário à bomba de insulina e o foco total na proteção do meu rim

Quem tem diabetes e usa tecnologia sabe o quanto a nossa rotina depende dos nossos dispositivos. Há algum tempo eu vinha usando a bomba de insulina Medtronic 640g com o sensor. Só que, recentemente, ela começou a apresentar um defeito bem chato: os botões estavam agarrando. Isso começou a atrapalhar bastante na hora de checar os valores das glicemias e de fazer as correções certas, algo que agora, no pós-transplante, precisa ser milimétrico. Entrei em contato com o 0800 da Medtronic e o atendimento foi excelente. Me orientaram, fizemos testes e me pediram para enviar um vídeo mostrando o problema dos botões. Assim que consegui registrar o defeito, enviei por e-mail. Poucos dias depois, veio a grande surpresa: eles me ligaram dizendo que fariam a substituição, mas por um modelo superior, a Medtronic 780g! A entrega aconteceu justamente no período em que eu estava internada para tratar o CMV. Minhas filhas receberam a nova bomba em casa e, no mesmo dia, a enfermeira da Medtronic já me li...

O corpo que renasce: a menstruação voltou e com ela uma nova prova de vida!

A jornada do transplante é cheia de "primeiras vezes". A primeira urina, o primeiro exame com taxas normais, a primeira vez que nos sentimos com energia de verdade. E, às vezes, a vida nos surpreende com uma "primeira vez" que a gente nem imaginava que viria tão cedo. Para quem me acompanha, sabe que minha trajetória na diálise foi longa e desafiadora. E, como muitas mulheres nessa situação, eu também parei de menstruar. Minha ex-nefrologista da diálise sempre me tranquilizou, dizendo que era normal: o corpo, sob o estresse da insuficiência renal e do tratamento exaustivo, poupava energia onde podia, e o ciclo reprodutivo acabava ficando em segundo plano. Eu estava há quase dois anos sem menstruar. Eu sabia, é claro, que o transplante poderia reverter essa situação, que com um novo rim filtrando o sangue, os hormônios voltariam a se equilibrar. Mas que eu não imaginava é que seria tão rápido! Eis que, nessa madrugada, uma surpresa me pegou: a menstruação desceu. Con...

A voz do paciente e o poder de escolher o próprio refúgio: venci a burocracia!

A jornada do pós-transplante é cheia de curvas inesperadas. No dia 30 de junho, precisei internar por recomendação médica para tratar o citomegalovírus (CMV), esse vírus que adora aparecer quando estamos imunossuprimidos. Como eu estava (e sigo) totalmente assintomática, a política do hospital era me transferir para uma Casa de Apoio. Lá eu teria refeições e um espaço para transplantados, mas precisaria me deslocar todos os dias até o hospital para tomar o remédio, além de buscar minha própria água mineral. Com menos de dois meses de transplante, meu coração me disse que aquele ambiente, com tanta circulação de pessoas, não era o ideal para a minha imunidade. Eu precisava de segurança absoluta. Foi aí que decidi ser a advogada da minha própria saúde: sugeri à equipe tentarmos o home care pelo meu plano de saúde. Foram dias longos de espera e de muita ansiedade — o plano levou uma semana para responder. Mas a persistência valeu a pena! A aprovação chegou, as medicações foram entregues n...