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A viagem para BH e a falta de empatia no transporte da saúde: nem todo motorista entende o peso do nosso tratamento Fazer o trajeto da minha cidade até Belo Horizonte para acompanhamento médico é uma rotina que nós, pacientes crônicos e transplantados, conhecemos bem. É uma viagem de esperança, mas também de cansaço físico. E, nessa jornada, a postura de quem nos transporta faz toda a diferença. Recentemente completei 4 meses de transplante renal. Quem passou por uma cirurgia desse porte sabe o quanto a região abdominal fica sensível, o quanto cada chacoalhão na estrada pesa e como a postura no banco faz diferença para não pressionar os pontos e o enxerto. Infelizmente, na minha última viagem, esbarrei na falta de sensibilidade. Fui colocada no banco de trás de uma Spin — um espaço apertado e desconfortável para quem acabou de passar por uma grande cirurgia. Bastaria um pouco de empatia e olhar humano para priorizar quem está fragilizado e em recuperação. O resultado? Cheguei em casa s...