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Receber o diagnóstico de que preciso de cuidados redobrados com a alimentação — entre a recuperação do transplante, o controle do diabetes e a gastroparesia — me assustou no início. A pergunta que não queria calar era: O que sobra para eu comer? A resposta, felizmente, é: muita coisa boa! Descobri que comer bem não é sobre o que eu não posso, mas sobre como preparar o que eu preciso . Aqui em casa, transformamos a cozinha em um laboratório de cuidado. Quando a gente faz uma comida leve, a família toda ganha em saúde. O meu cardápio "zero medo": Café da Manhã: Ovo mexido bem cremosinho (feito com um fio de azeite) acompanhado de pão de forma sem casca, levemente torrado. É uma proteína de fácil digestão e segura para a glicemia. Almoço: Frango ao molho de cúrcuma com arroz branco bem cozido e cenoura refogada (sem casca). A cenoura bem macia é o segredo para não pesar no estômago. Lanche da Tarde: Compota de maçã (cozida sem casca e com canela). É doce, acal...