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Deixa eu te contar uma história. A evolução das insulinas até os dias de hoje. Eu vivi ela no meu corpo. Vamos falar sobre a evolução da insulina. Quem começou a tratar o diabetes nos anos 90 sabe exatamente do que eu estou falando: as insulinas de antigamente eram turvas, leitosas e vinham de animais (boi e porco). Elas tinham um cheiro forte, muito característico — quem usou naquela época guarda esse cheiro na memória até hoje. E a aplicação vinha acompanhada de rituais e sacrifícios: causavam alergias, deixavam caroços e coceiras na pele. Antes de aplicar, a gente tinha que girar o frasco delicadamente entre as mãos, bem devagar, torcendo para misturar sem formar bolhas e nunca chacoalhar. Eu misturava duas insulinas para não precisar levar duas picadas (quando tive essa informação da equipe médica, fiquei super feliz!): NPH+regular na mesma seringa, uma picadinha só. Existia até a 70 por 30 (70% NPH e 30% regular) já pronta, mas eu nunca usei porque era cara. Ah, e o sofriment...