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Voltei!E trouxe linha agulha e muita história

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Terminei de pedalar e agora? O que comer no poós treino com DM1

Oi, pessoal! No último post, contei para vocês sobre minha rotina de exercícios em casa e o desafio de ganhar as ruas. Mas uma dúvida que sempre aparece por aqui — e que eu mesma precisei estudar muito para entender — é: O que comer depois de se movimentar? Para nós, diabéticas, o pós-exercício é um momento de atenção. O corpo continua "trabalhando" e a sensibilidade à insulina aumenta, por isso a escolha do prato faz toda a diferença para evitar aquela hipoglicemia tardia ou um pico desnecessário.  O que eu priorizo no meu prato:  Proteína para recuperar:  Depois da bicicleta ou da caminhada, o músculo precisa de "tijolinhos" para se recuperar. Eu gosto muito de ovos mexidos, um pedaço de frango grelhado ou até um queijo branco. Carboidratos de absorção lenta: Nada de farinha branca! Eu opto por uma pequena porção de batata-doce ou uma fatia de pão integral de boa qualidade. Eles liberam energia aos poucos.  Fibras (minhas melhores amigas):  Uma saladinha ou se...

Diabetes e exercício: Quando o corpo precisa, mas o ânimo não vem

Oi pessoal! Vamos conversar sobre algo que todo médico fala, mas que na prática nem sempre é fácil: colocar o corpo em movimento. Quem me acompanha aqui no blog sabe que eu não escondo a realidade. Eu faço minha caminhada leve e pedalo na minha bicicleta aqui no conforto de casa. São momentos que me ajudam muito no controle da glicemia, mas eu preciso ser sincera com vocês... Eu tenho o sonho de tirar a bicicleta da sala e ganhar as ruas. Sinto falta do vento no rosto e de ver o mundo, mas, por algum motivo, me falta aquela coragem e o ânimo para sair. Às vezes é o medo de uma hipoglicemia no caminho, outras vezes é só aquela vontade de ficar no meu cantinho. Vocês também sentem esse "bloqueio" de vez em quando? Além de tomar coragem para a rua, eu sei que preciso encarar a musculação. Para nós, que vivemos com o diabetes, fortalecer os músculos é como criar uma "reserva" que ajuda a queimar a glicose com mais eficiência. É saúde pura, mas confesso que o começo pare...

Memórias de 1991: Quando ser criança exigia coragem

Hoje parei para lembrar de quando tudo começou. Eu tinha só 10 anos e o mundo parecia ter ficado de cabeça para baixo com o diagnóstico do diabetes. Se hoje temos facilidades, naquela época a realidade era outra — e para uma menina de família simples, o desafio era dobrado. Lembro com clareza de coisas que hoje parecem absurdas: Agulhas que "cegavam":  Mesmo já existindo as descartáveis, a orientação que recebi era de fervê-las para reutilizar. O metal perdia o corte e a aplicação doía... como doía! Mas eu precisava ser forte. Insulinas de outra era: Eu usava a NPH bovina e suína. Não havia a estabilidade das insulinas sintéticas de hoje.  A restrição no prato: Como éramos mais pobres, a dieta era extremamente rígida. Não existiam produtos "diet" acessíveis ou contagem de carboidratos. O "não pode" era a regra. Olho para trás e sinto um aperto no peito por aquela menina de 10 anos, mas também um orgulho imenso. Cada picada cega e cada vontade de comer algo...

Ser mãe, costureira e diabética: a gente se vira nos 30!

Olha, se tem uma coisa que eu aprendi é que a vida não é uma costura reta. Às vezes a linha embola, a máquina trava e a glicemia resolve subir logo naquele dia que a gente tem mil encomendas para entregar. Quem me vê aqui no meu cantinho  cercada  por esses tecidos em tons pastéis que eu amo, nem imagina a correria! Muita gente me pergunta como eu dou conta de ser mãe e ainda cuidar do diabetes com tanta disciplina. A real? É um dia de cada vez. Tem dia que o ateliê é meu refúgio, onde eu esqueço do mundo. Mas tem dia que o sensor apita, as filhas chamam e a gente tem que parar tudo pra respirar e ajustar a rota. E tudo bem! Aprendi que não preciso ser perfeita, só preciso ser eu mesma. O diabetes faz parte de mim, mas ele não me define. Eu sou a Cristiane que cria, que costura, que cuida e que, acima de tudo, não desiste de deixar a vida um pouquinho mais colorida (e doce, do jeito certo!). Espero que esse blog seja um lugar pra gente trocar figurinhas de verdade, sem filtro ...

Café da manhã sem pressa(e sem pico de glicemia!)

Se tem uma coisa que a gente que vive com DM1 aprende, é que o café da manhã dita o tom do resto do dia. Se a gente começa com o pé direito, a glicemia agradece e a gente tem muito mais disposição para encarar a máquina de costura e a rotina com as meninas. Hoje eu trouxe uma panqueca de aveia que é a minha salvação aqui no meu ateliê. É rápida, não suja quase nada e sustenta de verdade.          O que você vai precisar:  ● 1 ovo (o nosso melhor amigo na cozinha!);   ●2 colheres de sopa de farelo de aveia;   ●1 pitada de canela (dá um cheirinho maravilhoso);   ●1 colher de chá de adoçante(opcional).    Como eu faço:   1. Bato tudo num pratinho com um garfo mesmo;  2. Levo para a frigideira antiaderente (se precisar, passo só um pinguinho de óleo de coco ou azeite);  3. Deixo dourar dos dois lados e pronto! ☆Dica da Cris:☆ Eu adoro comer com um pouquinho de queijo Minas ou até pura com um café quentinho. É o combu...

O que ninguém te conta sobre ser mãe, blogueira e diabética

Sabe aqueles dias em que a linha da máquina arrebenta cinco vezes e a glicemia teima em não baixar? Pois é. Minha vida é um pouco disso: um equilíbrio constante entre o que eu quero criar e o que o meu corpo me pede.  Quando eu calço meu All Star e sento no ateliê, parece que o mundo lá fora dá uma trégua. Aquelas prateleiras organizadas, os tecidos em tons pastéis... é o meu lugar de paz. A costura me ensinou que a vida é feita de paciência. Se eu erro um corte, eu aprendo. Se a glicemia sobe do nada, eu não me desespero; eu apenas ajusto o "ponto" e sigo em frente. Ser mãe já é um desafio, mas ser mãe e ter que monitorar o diabetes o tempo todo é outro nível. Minhas filhas já cresceram vendo o sensor no meu braço e entendendo que, às vezes, a mamãe precisa de dez minutinhos sentada com um copo de café com açúcar. Isso não me faz menos mãe; me faz uma mulher que ensina resiliência para elas todos os dias. Eu não sou só a "Cristiane Diabética". Eu sou a Cristiane qu...