A jornada de um transplante é feita de muitos capítulos. Alguns deles exigem que a gente saia da rotina de casa, como aconteceu nestes últimos dois dias em que precisei ser internada para tratar o citomegalovírus (CMV).
Foi uma experiência intensa. Do desespero inicial de estar em um pronto atendimento lotado — onde o medo de uma simples tosse alheia me deixou em alerta máximo — até a segurança de estar finalmente em um leito. Mas, quando a estabilidade chega e o médico sugere um novo passo, é hora de conversarmos sobre o que é melhor para nós.
A sugestão de ir para uma Casa de Apoio me trouxe uma nova reflexão: o risco de infecção. Como recém-transplantada, meu corpo ainda está aprendendo a conviver com o novo órgão e com a medicação imunossupressora. Por isso, decidi solicitar a transferência para o home care pelo meu plano de saúde. Acredito que, neste momento, minha casa é o "hospital" mais seguro que posso ter.
A lição que fica? Que nossa recuperação não é apenas sobre remédios e exames; é sobre escolher o ambiente onde o nosso corpo e a nossa mente se sintam protegidos . Seguir com a medicação no conforto e na segurança do lar é, para mim, a melhor estratégia de cura agora.
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