Olá, pessoal!
Hoje quero abrir o meu coração e contar uma história que guardei por bastante tempo: minha jornada com a doença renal, o tratamento conservador e a escolha pela diálise peritoneal (DP).
Se você está passando por algo parecido ou tem dúvidas sobre a saúde dos rins, espero que a minha história te traga clareza e esperança!
Os primeiros sinais e o diagnóstico (2007–2011)
Tudo começou lá atrás. Sou mãe de três filhas lindas! Nas minhas duas últimas gestações, a pressão subiu bastante no final e tive risco de pré-eclâmpsia. Em 2007, quando fui ter minha caçula, depois do parto,os exames já mostravam que algo não ia bem com os meus rins.
Em 2011, veio a confirmação: eu estava com problema renal e apenas 32% a 35% da função renal restante. Foi aí que precisei iniciar o tratamento conservador.
As dificuldades do tratamento conservador e a falta de informação
O início do tratamento conservador foi assustador. Tive pouca explicação e muitas restrições alimentares severas — tinha que aferventar legumes, feijão só podia comer bem pouco e de vez em quando. Fiquei com tanto medo que parei de comer várias coisas e acabei ficando desnutrida na época.
Como também tenho diabetes, a queda na função renal começou a provocar muitas hipoglicemias. Eu não sabia que o problema renal causava isso (depois a nefrologista explicou), o que me deixava sem fome e apavorada. Mais tarde, felizmente, consegui o processo da bomba de insulina, o que me ajudou muito!
O desafio na pandemia e o medo da hemodiálise (2021)
Em 2021, no auge da pandemia, recebi a notícia de que minha função renal tinha caído drasticamente e que eu precisava pensar em fazer a fístula para hemodiálise.
Fiquei apavorada! Pelas pesquisas que fiz, eu não queria a hemodiálise de jeito nenhum. Mas nenhum médico na minha região me falava sobre alternativas. Um nefrologista chegou a dizer que eu "não daria conta" de fazer diálise peritoneal em casa.
Não aceitei aquela resposta e fui procurar orientação em Belo Horizonte.
A descoberta da diálise peritoneal: uma nova esperança
Em BH, encontrei uma clínica maravilhosa que mudou a minha visão. Eles me apresentaram e me incentivaram a fazer a diálise peritoneal (DP).
A diálise peritoneal é vida! Você faz o tratamento em casa, no conforto do seu quarto, enquanto dorme, com a máquina ligada ao lado.
Tudo é fornecido pelo SUS (bolsas, máquina, insumos), mas como eu tinha plano de saúde, fiz por ele. Eu ia à clínica apenas uma vez por mês para exames e rotina.
A equipe dessa clínica fez toda a diferença:
A assistente social me explicou todos os meus direitos (como o transporte da prefeitura para consultas).
A equipe me incentivou e me preparou para a fila do transplante.
Meu marido até tentou me doar um rim, mas infelizmente não fomos compatíveis.
O caminho do transplante e o recomeço
Ao longo do processo, tive algumas intercorrências — como a descoberta da gastroparesia e uma questãozinha no coração (complicações mais ligadas ao diabetes do que à diálise em si). Mas continuei firme na DP até este ano, quando finalmente o meu sonhado transplante renal chegou!
A diálise peritoneal me deu autonomia, qualidade de vida e a chance de chegar forte até o transplante.
Você já conhecia a diálise peritoneal? Se você está enfrentando o medo do diagnóstico renal ou quer saber mais sobre essa opção, deixe sua dúvida nos comentários! Prometo responder com muito carinho.

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