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Imunossupressores e triglicerídeos altos no pós transplante: o que ninguém te conta, mas que tem solução!

Olá, pessoal! Hoje quero conversar com vocês sobre uma descoberta recente na minha rotina de transplantada renal (estou completando 45 dias de rim novo, viva!).

Quem passa por um transplante sabe que os primeiros meses são uma verdadeira montanha-russa de exames. Recentemente, comemorei que o meu potássio finalmente melhorou (graças ao truque de aferventar os legumes por 15 minutos e descartar a água!). Porém, outro número me chamou a atenção: os meus triglicerídeos continuam muito altos .

Se você é transplantado deixa eu te contar o que descobri sobre os bastidores do nosso corpo agora:

Os "culpados" ocultos: Tacrolimo e Prednisona

Eu achava que estava errando na dieta, mas descobri que os grandes responsáveis por essa subida são os nossos próprios salvadores: os imunossupressores.

 O tacrolimo: ele é essencial para proteger o rim novo, mas mexe diretamente com o metabolismo das gorduras no fígado, diminuindo a velocidade com que o corpo queima os triglicerídeos.

A prednisona (corticoide): mesmo em doses baixinhas, ela estimula o fígado a produzir e armazenar mais gordura e açúcar.

No meu caso, como tenho o painel alto (PRA de 89%), meu sistema imunológico é super atento. Isso significa que a equipe médica precisa manter meus imunossupressores bem fortes nesse início para blindar o rim. Por isso, a dose não vai baixar correndo, e o triglicerídeos acaba subindo mesmo.

O meu plano de ação (com a ajuda da medicina e da cozinha)

Se o remédio força a taxa para cima, a gente precisa contra-atacar de duas formas:

 1. Apoio médico: faço o uso da atorvastatina, para proteger o coração e ajudar o fígado a limpar essa gordura do sangue.

 2. Blindagem na dieta: como também tenho diabetes tipo 1 e gastroparesia (estômago mais lento), meu cardápio precisa ser muito leve, úmido e livre de gorduras ruins.

Minhas novas regras de ouro na cozinha:

 Zero banha de porco e margarina: Suspensas! Agora as meninas aqui em casa cozinham com o mínimo possível de óleo vegetal ou azeite (só para "sujar" a panela).

 Tudo desnatado e light: só uso leite desnatado e creme de ricota light para o pão.

 Cuidado com os biscoits: biscoitos de pacote (até os integrais ou de maisena) têm gordura vegetal escondida. Estou preferindo pão de forma ou pão de sal sem miolo.

 Comida macia: frango desfiado com caldinho, carne moída magra (patinho) e purê de abobrinha ou chuchu facilitam a vida do meu estômago à noite.

O pós-transplante é um aprendizado diário. O importante é entender que os exames alterados fazem parte do processo de ajuste e que, com paciência, a medicação certa e carinho na cozinha, a gente vence cada etapa.



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