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Do guaraná de garrafa de vidro às cestas de afeto: minha jornada com o diabetes desde 1991

Quem é diagnosticado com diabetes hoje encontra prateleiras cheias de opções sem açúcar nos supermercados. Mas você se lembra de como era ser diabética nos anos 90?

Descobri o diabetes em 1991. Naquela época, encontrar qualquer coisa diet era uma verdadeira caça ao tesouro. Os refrigerantes eram em garrafa de vidro, uma delícia— Coca e Guaraná diet. No mercado, a única opção de sobremesa era a gelatina em pó e, tempos depois, o pudim diet de caixinha.

O leite era o Molico desnatado. Lembro que quando lançaram uma versão com sabor de morango, o gosto não era dos melhores, mas eu tomava feliz só pelo gostinh, lembrava o Nesquick, só que aguado! Para fazer achocolatado, eu usava um chocolate amargo com adoçante. E por falar em adoçante... quem viveu a época do Assugrin sabe o gosto forte que ele tinha! Depois veio o Zero-Cal e, em meados dos anos 90, lançaram um com gosto de mato (a famosa Stevia).

 A realização de um sonho e a descoberta do chocolate preferido

Nos anos 2000, as coisas começaram a mudar. Surgiram os chocolates zero açúcar, o doce de leite diet, os iogurtes e uma infinidade de produtos light e diet. Para ter certeza de que era seguro, a gente ficava de olho nos rótulos e no selo da ANAD (Associação Nacional de Atenção ao Diabetes).

Lembro que o meu sonho de infância era simples: ter um armário cheio dessas "guloseimas diets" que eu nunca podia comer, mas eu realizei esse sonho quando casei.

Quando conheci meu marido, em 2001, esse mundo se abriu ainda mais. Ganhei dele um ovo de Páscoa diet e levei uma eternidade para comer. Eu degustava cada pedacinho com um prazer inexplicável!

Com o tempo, fui realizando meus pequenos sonhos: comia goiabada diet com creme de leite, bananada, paçoca e descobri que doce de leite diet de canudinho era uma delícia! Lembro do brilho nos meus olhos quando vi, pela primeira vez na vitrine de uma lanchonete, um bolo recheado com a plaquinha "DIET". E o sorvete *diet* na sorveteira? Outro sonho realizado!

 Gestos que a gente não esquece

Um dos momentos mais marcantes da minha vida aconteceu quando eu estava grávida da minha primeira filha. Comentei com a mãe do meu marido, sobre um bolo recheado com cobertura de morango que tinha visto na lanchonete e expliquei como ele era.

Pouco tempo depois, do nada, ela bateu na minha porta carregando aquele bolo lindo! Ela me disse  que grávida não podia passar vontade e que faria mal para o bebê. Pensa na minha felicidade!

Com o tempo, aprendi a fazer meus próprios bolos, sorvetes e sobremesas diet para não passar vontade e cuidar da minha saúde.

 Transformando memória e família em afeto

Hoje tenho uma alimentação saudável e equilibrada, mas de vez em quando me dou o direito de saborear um docinho com moderação.

Olhar para trás, lembrar de tudo o que passei e ver as necessidades da minha própria família é o que move o meu coração hoje no ateliê. Minha filha e eu compartilhamos o diabetes, e a minha filha mais velha tem intolerância à lactose. Sei na pele — e dentro da minha casa — como é importante encontrar opções seguras, gostosas e preparadas com carinho.

Foi assim que nasceram duas criações muito especiais:

 Cesta Doce e Vida (Especial Zero Açúcar e Diet): Pensada com todo o amor para diabéticos (assim como eu e minha filha), trazendo guloseimas selecionadas para adoçar o dia sem preocupação.

 Cesta Leveza e Sabor (Especial Zero Lactose): Inspirada na minha filha mais velha, criada para proporcionar momentos deliciosos e sem desconforto para quem tem restrição à lactose.

Criar essas cestas não é só um trabalho: é a minha forma de entregar abraços em forma de presente, garantindo que ninguém precise passar vontade ou se sentir excluído nas datas especiais!

Antes de conhecer meu marido, um rapaz que estava interessado em mim, me deu várias barras de chocolate diet da marca Pan. Foi ali nos anos 2000 experimentando a versão de chocolate branco, que descobri o meu sabor favorito!

A Pan já não existe mais, mas a memória do primeiro chocolate branco ficou.

Obrigada, Pan. Você me apresentou ao meu chocolate preferido!

Do Assugrin horrível e da Coca de vidro diet.  até as cestas Doce e Vida e Leveza e Sabor que faço hoje no meu ateliê.

Tudo começou com uma barra de chocolate.

Diário do recomeço

Como me sinto hoje: Emocionada ao olhar para a minha história e ver que a menininha que sonhava com um armário de doces diet hoje cria as cestas Doce e Vida e Leveza e Sabor para a própria família e para os meus clientes.

O aprendizado da vez: O afeto está nos pequenos gestos — no bolo de morango que a sogra trouxe, no chocolate da Pan que me apresentou meu sabor favorito, do meu marido sempre trazendo um doce diet e no carinho de preparar algo seguro para quem a gente ama.

Uma vitória: Ter transformado a minha trajetória com o diabetes e as necessidades da minha família em inspiração para cuidar do próximo!





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