Um dos maiores desafios que não aparecem, é a montanha-russa da glicemia. Quem vive o pós-transplante sabe: o corpo está passando por uma adaptação intensa, e o uso de corticoides — fundamentais para a proteção do novo rim — traz um efeito colateral conhecido por muitos: a resistência à insulina.
Existem dias em que parece que a insulina não faz efeito, e a glicemia sobe sem pedir licença. É frustrante, eu sei. Mas é importante lembrar que essa oscilação não é uma falha sua; é uma resposta química do seu organismo ao tratamento imunossupressor.
O que aprendi até agora é que a paciência é tão importante quanto a insulina. É uma fase de ajustar o relógio, de monitorar cada pico e de ter um diálogo muito aberto com a equipe médica. Não estamos apenas cuidando de um órgão, estamos realinhando todo um sistema.
Diário da Recuperação
Como me sinto hoje: Um pouco mais consciente sobre como o meu corpo reage aos horários dos remédios.
O desafio da semana: Aceitar que a glicemia é instável agora e não me cobrar pela perfeição que o momento ainda não permite.
Uma vitória: Conseguir organizar a nova rotina de horários dos remédios, que ficou bem mais complexa após a alta, sem esquecer nenhuma dose.

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