Receber o diagnóstico de que preciso de cuidados redobrados com a alimentação — entre a recuperação do transplante, o controle do diabetes e a gastroparesia — me assustou no início. A pergunta que não queria calar era: O que sobra para eu comer?
A resposta, felizmente, é: muita coisa boa!
Descobri que comer bem não é sobre o que eu não posso, mas sobre como preparar o que eu preciso . Aqui em casa, transformamos a cozinha em um laboratório de cuidado. Quando a gente faz uma comida leve, a família toda ganha em saúde.
O meu cardápio "zero medo":
Café da Manhã: Ovo mexido bem cremosinho (feito com um fio de azeite) acompanhado de pão de forma sem casca, levemente torrado. É uma proteína de fácil digestão e segura para a glicemia.
Almoço: Frango ao molho de cúrcuma com arroz branco bem cozido e cenoura refogada (sem casca). A cenoura bem macia é o segredo para não pesar no estômago.
Lanche da Tarde: Compota de maçã (cozida sem casca e com canela). É doce, acalma a vontade de açúcar e é super gentil com o rim.
Jantar: Peixe branco grelhado, escolhi tilápia, com purê de abóbora. Esse é, sem dúvida, o meu "prato conforto". O peixe é leve e a abóbora é a melhor amiga da digestão.
Dica :
Não tenham medo de pedir ajuda. Hoje, quando estou mais cansada, o meu marido e as minhas filhas assumem o comando do fogão seguindo as regrinhas: temperos naturais, nada de frituras e tudo bem cozido. Eles comem o mesmo que eu, e o resultado é uma família toda se alimentando com mais qualidade e menos sódio.
Cuidar de mim é o meu maior projeto, e ter a minha família ao lado nesse prato torna tudo mais leve.

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