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O dia que meu cérebro me fez viciar no cheiro de sabonete e a ciência por trás disso!

Meninas, quem me acompanha por aqui sabe que eu adoro compartilhar os bastidores reais da minha rotina: a maternidade, meus bordados e costuras, os altos e baixos da bomba de insulina com o Diabetes Tipo 1, e, mais recentemente, tudo o que vivi nos quase cinco anos de diálise peritoneal até o meu tão sonhado transplante renal em maio. Mas hoje quero contar uma história que por muito tempo me deu até um pouco de vergonha. Antes do meu transplante, eu desenvolvi uma mania inexplicável, uma necessidade quase incontrolável de cheirar... sabonete! E não era qualquer um, não! Tinha que ser especificamente o sabonete da marca phebo. Eu passava o dia inteiro com aquele trem perto de mim cheirando.  Na época, confesso que guardei isso para mim. Ficava com medo de contar para o médico e ele achar que eu estava ficando louca ou que era só uma mania esquisita da minha cabeça. Mas sabe o que é mais fascinante? Assim que fiz o transplante de rim, a vontade sumiu! Simplesmente desapareceu! Fui pe...

Do prato intocado ao prazer de comer: a volta do meu apetite pós-transplante!

Se tem uma coisa que muda radicalmente quando a gente sai da diálise e faz um transplante de rim, essa coisa é a nossa relação com a comida. Durante os quase cinco anos em que fiz diálise peritoneal, o meu apetite era uma verdadeira montanha-russa — na maioria das vezes, morro abaixo. Eu simplesmente não conseguia comer direito. Coisas que eu sempre amei a vida toda, como aquele pão quentinho ou um bom café de manhã, perderam totalmente o sabor. Parecia que nada descia bem. Para conseguir comer algo com gosto, eram poucas exceções: uma pizza caseira (já que a comprada não podia por causa do fósforo) ou um lanche específico. Mas, no geral, a fome sumia. Na época, a gente acha que é só cansaço do tratamento, mas a medicina explica o porquê disso acontecer:  As toxinas no sangue (uremia):  Mesmo com a diálise fazendo o trabalho dela, o acúmulo de ureia no sangue altera nosso paladar e causa náuseas leves e constantes, tirando a vontade de comer.  O espaço na barriga: Na diál...

Sushi seguro no pós-transplante e sem pico de glicemia?Sim, é possível!

Se tem uma coisa que a gente escuta logo após o transplante é: Adeus, sushi! E para quem tem diabetes tipo 1, o sushi tradicional de restaurante traz outro desafio: o arroz temperado com açúcar, que faz a glicemia subir sem dó. Mas será que a gente precisa passar a vida inteira só passando vontade? A resposta é não! A chave está em preparar o seu próprio sushi em casa, onde você tem 100% de controle sobre a higiene, o cozimento e os ingredientes. Hoje quero compartilhar com vocês como matei a minha vontade de comida japonesa de um jeito totalmente seguro para o meu rim novo, super amigo da glicemia e muito fácil de fazer! Por que o sushi tradicional é um risco? Peixe cru: Devido à imunossupressão, alimentos crus têm um risco alto de contaminação por bactérias e parasitas. Arroz de sushi tradicional: Leva açúcar na preparação e é um carboidrato de altíssimo índice glicêmico. A base perfeita: Como Substituir o arroz branco Para não ter surpresas na glicemia, a dica é usar opções vegetais...

Testei o sensor Sibionics: precisão, liberdade e o sonho de acessibilidade

Quem convive com o diabetes tipo 1 sabe o quanto as furadas de dedo constantes desgastam a nossa rotina. Recentemente, ganhei do meu endocrinologista o sensor Sibionics GS1 para usar neste período de transição, enquanto aguardo a instalação da minha nova bomba de insulina MiniMed 780G (que já virá com o sensor acoplado). Hoje quero compartilhar com vocês a minha experiência real com essa tecnologia e dados detalhados para quem quer conhecer mais! Minhas impressões pessoais  Aplicação: Fiquei impressionada! A aplicação foi quase indolor, super rápida e tranquila. Precisão: Achei excelente. Fiz os testes comparativos com a glicemia de ponta de dedo no glicosímetro e os valores ficaram.muito próximos e consistentes .  Preço: R$ 289,90. O que você precisa saber sobre o Sibionics GS1 (ficha técnica) Para quem tem curiosidade sobre as especificações do sensor, separei os pontos principais: Duração: 14 dias de monitoramento contínuo, 24 horas por dia. Sem escaneamento: Diferente de o...

28 doses depois: o fim do ganciclovir e a rede de amor no pós-transplante

Quem vê o transplante de fora acha que a batalha acaba na alta do hospital. Mas quem vive a imunossupressão sabe que o caminho tem seus percalços — e o vírus do CMV (Citomegalovírus) é um dos maiores desafios dessa fase. Hoje cheguei ao fim de uma jornada intensa: 14 dias de medicação na veia, somando 28 doses de ganciclovir. Não é fácil manter um acesso venoso em casa por tanto tempo. A pele cansa, as veias reclamam e a rotina fica presa aos horários das aplicações. Mas hoje, olhando para o meu braço, só consigo sentir gratidão por ter chegado até aqui. Anjos do caminho: Organização e cuidado Se esses 14 dias foram mais leves, foi por causa de uma rede de apoio que funcionou redondinha: A enfermeira fofa: ela virou uma verdadeira amiga! Com uma sensibilidade enorme, teve a ideia de enfaixar o meu acesso parecendo um curativo de mão machucada. Fiquei sem aquela "cara de hospital" e super discreta. Um gesto simples que fez um bem danado para o meu psicológico! A parceria com o...

A mala da esperança: o que levei para o tão sonhado transplante de rim!

Quando a gente entra na fila do transplante, a vida ganha uma espécie de "espera ativa". A diálise peritoneal faz parte do dia a dia, mas o coração fica sempre alerta, esperando aquele telefonema.  Logo no início da diálise, comecei a seguir perfis de pessoas que viviam essa mesma rotina. Um dia, vi o relato de uma moça que fazia hemodiálise e estava na fila para o transplante duplo de rim e pâncreas. Ela contou que, assim que entrou na fila, colocou como objetivo comprar as coisinhas para levar para o hospital: pijamas novos, um roupão... Aquilo me tocou de um jeito tão profundo que me inspirou a fazer o mesmo! Fui comprando aos poucos as peças principais do meu recomeço. Comprei uma bolsa especial para levar na internação, alguns pijamas confortáveis e a minha última aquisição: calcinhas novas!  O telefone tocou... e a mala ganhou vida! A minha mala não estava 100% pronta e fechada no canto do quarto, mas as coisas mais importantes — aquelas que comprei com tanto carinho im...

Churrasco seguro no pós-transplante de rim: receitas e cuidados essenciais

Quem disse que vida de transplantado precisa ser sem graça? Depois de passar por tanto perrengue, diálise e restrições, tudo o que a gente mais quer é reunir a família no fim de semana e sentir aquele cheirinho de churrasco no ar! Mas a verdade é que, no pós-transplante, a atenção com a segurança alimentar precisa ser redobrada por causa dos remédios imunossupressores. Comidas cruas, malpassadas ou mal higienizadas podem ser um risco. A boa notícia? Dá para fazer um churrasco delicioso, completo e totalmente seguro! Hoje vou te ensinar como preparar desde a carne até a salada de maionese, garantindo o sabor e a proteção da sua saúde. Pegue o avental e vem comigo! 1. A Carne: escolha, tempero e o ponto perfeito No pós-transplante, a regra número um da carne é: nada de carne malpassada ou sangrando! A carne precisa estar bem assada para eliminar qualquer bactéria. O tempero seguro: nada de temperos prontos cheios de sódio. Aposte no básico que nunca falha: sal grosso (com moderação, resp...