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Minha lista de compras oficial: pós-transplante, diabetes e triglicerídeos sob controle

Olá, pessoal! No último post eu contei para vocês como os imunossupressores do início do transplante (como o tacrolimo e a prednisona) dão um "baile" no nosso fígado, fazendo os triglicerídeos subirem, mesmo a gente tomando medicação.

Hoje vim abrir para vocês a minha lista de compras oficial. Ela foi montada "a dedo" para equilibrar quatro metas difíceis, mas que dão super certo juntas:

 1. Baixo potássio (para proteger o rim novo).

 2. Baixa gordura ruim (para derrubar o triglicerídeos).

 3. Fácil digestão  (para não agredir a minha gastroparesia).

 4. Zero açúcar  (para manter a glicemia do diabetes controlada).

Se você também precisa desse cuidado ou cozinha para alguém nessa fase, salva essa lista!

 1. Hortifrúti (meus grandes aliados)

Aqui entram apenas os vegetais de baixo potássio e que ficam super macios após o processo de fervura:

 Chuchu: o companheiro de todas as horas, super leve para o estômago.

 Abobrinha italiana: perfeita para fazer purê (basta tirar a casca, aferventar e amassar com o garfo).

 Vagem fresca:  ótima para variar o verde do prato.

 Cenoura: para dar cor e sabor em sopas picadinhas.

 Maçã e pera : minhas frutas preferidas . Consumo sem casca ou cozida no micro-ondas com canela (ajuda muito o estômago lento).

 Alho e cebola branca: comprem em boa quantidade! São a base de todo o sabor para não precisarmos carregar no sal.

 2. Açougue (proteínas magras e úmidas)

Carnes gordas disparam os triglicerídeos. Por isso, o foco é proteína magra e fácil de mastigar:

 Peito de frango: perfeito para cozinhar, desfiar e usar em caldos ou misturado ao arroz.

 Coxinha da asa de frango: super suculenta e macia para a gastroparesia. Dica de ouro: as meninas aqui em casa retiram toda a pele antes de cozinhar para tirar a gordura ruim.

 Carne bovina magra (patinho): peço para moer ou cortar em iscas bem fininhas. Refogada com cebola fica divina e não pesa no estômago.

 Ovos: companheiros diários para omeletes fofinhos e úmidos à noite.

 3. Laticínios (gordura zero!)

Tudo o que for derivado de leite precisa ser na versão desnatada ou light para ajudar a atorvastatina a limpar o sangue:

 Leite desnatado: líquido para o dia a dia e para o meu mingau.

 Creme de ricota light: minha salvação! Substituiu totalmente a manteiga e a margarina (que possuem gorduras péssimas para o triglicerídeos).

 Iogurte natural desnatado: sem açúcar, ótimo para lanches rápidos e para segurar a glicemia.

4. Padaria e mercearia (carboidratos inteligentes)

 Pão de forma tradicional : diferente do que muitos pensam, para quem tem gastroparesia, o pão branco é digerido mais rápido e cansa menos o estômago que o integral nesta fase inicial.

 Pão de sal (francês): comendo sempre sem o miolo. O pão de sal de padaria não leva gordura vegetal hidrogenada na massa, diferente dos biscoitos de pacote.

 Arroz : fácil de digerir e ótimo para acompanhar o caldinho das carnes.

 Macarrão: para as sopas leves do jantar.

 Amido de milho (maisena): para o meu sagrado mingau da ceia.

 Biscoito cream cracker e maisena: com moderação (no máximo 3 a 4 unidades por vez), para quando quero variar o pão.

 5. Temperos e bebidas (sabor sem culpa)

 Adoçante sucralose: em gotas para os cafés com leite e chás.

 Páprica doce e cominho: meus temperos favoritos para o frango e para a carne. Dão uma cor linda e um sabor forte sem queimar o estômago.

 Chá de erva-doce: excelente para acalmar o estômago à tarde ou antes de dormir.

 Azeite de oliva extra virgem: para usar apenas em fios mínimos na hora de refogar.

Lembrete de cozinha da autora: não se esqueçam de que todos os meus legumes (chuchu, abobrinha, vagem e cenoura) passam pelo ritual de aferventar por 15 minutos em água fervente, jogando toda a água fora depois. Esse processo joga o potássio lá para baixo e me mantém segura!


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