Hoje, enquanto organizava alguns retalhos de tecido aqui no meu ateliê, percebi que, embora as máquinas estejam em pausa, os meus sonhos continuam a todo vapor.
Muitas vezes, a jornada do pós-transplante exige que a gente diminua o ritmo. É um tempo de cuidar do corpo, de respeitar os limites e de entender que a minha recuperação é o projeto mais importante que tenho agora. Mas, nos momentos de silêncio, minha mente viaja para o futuro.
Quando o médico me der o sinal verde e eu estiver totalmente liberada para voltar à minha rotina criativa, não vejo a hora de:
● Criar aquelas peças de enxoval que ficam guardadinhas na minha cabeça há meses.
● Sentir novamente o prazer do tecido passando sob a agulha, criando algo novo do zero.
● Transformar cada retalho em um pedacinho de carinho para quem receber minhas costuras.
Saber que o Cantinho da Mamãe estará lá, me esperando, me dá uma energia extra para seguir firme em cada dose de medicação e em cada cuidado com a minha saúde. A costura, para mim, não é só um trabalho; é a minha forma de celebrar a vida que ganhei.
Diário da Recuperação
● Como me sinto hoje: Mais esperançosa e com o coração cheio de planos.
● O desafio da semana: A ansiedade de querer "fazer tudo" ao mesmo tempo, mas lembrando que preciso respeitar o tempo do meu corpo.
● Uma vitória: Ter organizado uma caixinha com tecidos que vou usar em breve. Só de mexer neles, me sinto mais perto do meu objetivo.

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