Viver o pós-transplante sendo diabética tipo 1 e ainda lidando com uma gastroparesia exige que a cozinha se torne, literalmente, o meu laboratório de saúde. Não é fácil encontrar o equilíbrio entre "o que o rim precisa", "o que o açúcar permite" e "o que o estômago tolera", mas hoje quero dividir com vocês uma das minhas receitas favoritas.
É um prato que me traz conforto, não sobrecarrega meu estômago e mantém minhas taxas glicêmicas sob controle.
A Receita: Sopa creme de abóbora com frango (Versão de fácil digestão)
Ingredientes:
● 200g de abóbora (cozida e batida – ela tem baixo índice glicêmico).
● 80g de peito de frango cozido e desfiado bem fininho (processado, se necessário).
● 1 colher de chá de azeite de oliva extra virgem.
● Temperos naturais: Cebola e alho bem refogados, um toque de açafrão (anti-inflamatório). Evite excesso de sal e temperos prontos.
● Água mineral para dar a consistência de creme.
Modo de Preparo:
1. Cozinhe a abóbora até ficar muito macia. Bata no liquidificador com um pouco da água do cozimento até virar um creme liso.
2. Refogue o alho e a cebola no azeite.
3. Adicione o frango desfiado e deixe absorver o tempero.
4. Junte o creme de abóbora, mexa bem em fogo baixo. Se necessário, acrescente um pouquinho mais de água para ficar bem leve.
5. Sirva morno (o calor muito alto pode irritar o estômago).
O porque dessa minha escolha:
Para a gastroparesia: O segredo aqui é a consistência. Comida pastosa e bem cozida exige menos esforço do meu estômago que, muitas vezes, é lento para processar alimentos sólidos.
Para o diabetes tipo 1: A abóbora tem fibras que ajudam a evitar picos de glicemia. Como estou em casa, sempre acompanho a glicemia 2 horas após a refeição.
Para o meu rim transplantado: Controle total do sódio (nada de cubinhos de caldo prontos!). O açafrão entra para dar sabor sem precisar de excesso de sal.
Um lembrete importante: Cada caso é um caso. O que meu corpo tolera hoje, o seu pode estar ainda em fase de adaptação. Sempre consulte sua nutricionista antes de incluir algo novo, especialmente nessa fase de ajuste pós-transplante.
Cozinhar assim é o meu jeito de cuidar desse órgão que ganhei de presente e de respeitar as limitações que o meu corpo está me pedindo neste momento.
Você também tem algum prato conforto que se adapta às suas restrições? Me conta aqui nos comentários, vamos trocar dicas!
Comentários
Postar um comentário