Fiquei um bom tempo sem escrever por aqui, foram tantas coisas acontecendo no final e no início de ano! Dezembro costuma ser aquela correria que todo mundo conhece. Sempre viajamos para a casa da minha mãe — até aí, nenhuma novidade, já que é uma tradição nossa. Mas, em janeiro, o destino foi diferente: fomos para a Bahia, passar uns dias na casa do meu pai, na praia. Lá é quente demais da conta, e foi aí que começaram as minhas preocupações de diabética...
Nos bastidores do aeroporto: Como levei as insulinas
Minha primeira grande preocupação antes de decolar foi com os insumos. Eu não sabia se teria problemas para embarcar no avião com as minhas insulinas. Por garantia, pedi para a minha médica fazer um relatório detalhado. Também pesquisei na internet e conversei com uma amiga que viaja muito de avião. Ela me aconselhou a levar o relatório e colocar as canetas na bolsa de mão. Foi o que fiz!
Levei as duas canetas em uso (Lantus e Humalog) comigo. Já os refis extras foram organizados dentro de um isopor com gelinhos reutilizáveis daqueles de saquinho (estilo chup-chup). Fica a dica: aqueles gelos de plástico duro costumam ser barrados no raio-X do aeroporto! Lacrei o isopor com fita, coloquei dentro de uma bolsa térmica e levei tudo como bagagem de mão.
Como pegamos dois aviões para chegar a Ilhéus e as meninas não nos deram sossego, decidi não pedir para a comissária colocar as insulinas na geladeira do avião por puro medo de esquecer na hora de desembarcar. Felizmente, a térmica segurou super bem e as insulinas chegaram geladinhas ao destino. Ufa! Que alívio.
O desafio do calorão e a insulina "estragada"
Chegando na Bahia, fomos recebidos por aquele calorão. Como eu já sabia o que me esperava, levei tudo em dobro por precaução: refis extras de Humalog e Lantus, agulhas, fitas de glicemia, lancetas e seringas.
Na praia, o cuidado teve que ser redobrado. Eu não levava a Humalog para a areia com medo de que o sol forte a estragasse; levava apenas o glicosímetro, água, balas e lanches rápidos para o caso de uma hipoglicemia. E as "hipos" vieram! Culpa das caminhadas deliciosas na areia e das horas que passei mergulhando e brincando com as minhas filhas. Nada que algumas balinhas não resolvessem.
Por outro lado, o calor acabou cobrando o seu preço. Notei que a minha Humalog começou a ficar "fraquinha", eu aplicava e parecia não fazer efeito, o que me rendeu algumas hiperglicemias horrorosas. Percebi que o refil tinha perdido o efeito por causa da alta temperatura. Tive que descartá-lo e pegar um novo. A partir daí, mudei a estratégia: aplicava com a seringa e o refil voltava direto para a geladeira da casa de praia. Como não dava para carregar a Humalog comigo na beira do mar, acabei tendo algumas glicemias altas chatas, mas faz parte do aprendizado.
Nem só de glicemia vivem as férias: A diversão!
Apesar dos altos e baixos da glicose, nós aproveitamos demais! As meninas amaram a praia. Como era a primeira vez delas, no começo ficaram com um medinho do mar, então ficamos ali no rasinho. Depois que acostumaram, quem disse que queriam sair da água? Ficaram grudadas em mim e no meu marido. Pulamos, brincamos e fizemos tanta bagunça que parecia que éramos cinco crianças na areia, e não três! Foi bom demais.
E, claro, eu não posso deixar de falar da minha perdição: as comidinhas baianas! Carne do sol fritinha com banana-da-terra e aipim, cuscuz, acarajé, suco de cajá bem geladinho... Hum, dá água na boca só de lembrar!
De volta à realidade
Depois de quase um mês de férias, voltamos para casa e para a rotina. Sobre a nossa luta diária com a saúde, eu ainda não recebi aquele glicosímetro novo da prefeitura; a previsão é só para o início de março. Assim que o bendito chegar, venho aqui contar para vocês o que achei, porque já ouvi dizer que a reputação dele é bem duvidosa... Ai, ai, ai! Mas esse já é assunto para um próximo post.
E você, já viajou de avião com seus insumos? Como faz para proteger a sua insulina nos dias de calorão? Me conta nos comentários!
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