Hoje é um dos dias mais marcantes da minha história. Completo exatamente um mês de transplante. Se há trinta dias eu estava no hospital, com o coração cheio de medos e expectativas, hoje estou aqui, na segurança do meu lar, escrevendo este post e celebrando o milagre da vida nova que ganhei.
Dizem que o transplante é um renascimento, e hoje eu sei que é a mais pura verdade. Este primeiro mês não foi um mar de rosas: teve o desafio de me adaptar à rotina rigorosa dos novos medicamentos, os cuidados extremos com a higiene e a alimentação, e aquela ansiedade que às vezes bate para querer fazer tudo ao mesmo tempo.
Cada manhã que acordo e vejo o sol entrar pela janela é uma vitória. Cada dose de remédio que tomo me lembra do tamanho da bênção que recebi.
Eu não canso de dizer o quanto tenho sorte. Passar por esse primeiro mês — que costuma ser o mais delicado — cercada pelo amor do meu marido e das minhas três filhas fez toda a diferença. Ver o cuidado deles comigo, o capricho delas na cozinha e a união da nossa família é o melhor remédio que eu poderia receber. Eles seguraram a minha mão nos momentos de fraqueza e sorriram comigo a cada pequena evolução.
Ainda tenho um caminho longo de recuperação pela frente, muitas consultas médicas e exames para acompanhar tudo de perto. Sei que preciso continuar respeitando o tempo e os limites do meu corpo, mas a sensação de completar esses primeiros 30 dias com saúde e o coração cheio de planos é indescritível.
Não posso deixar de pensar na generosidade que tornou o dia de hoje possível. O transplante é um ato de amor supremo. Por isso, agradeço imensamente pela vida da família doadora que, no momento mais difícil, escolheu estender a mão e me dar a chance de continuar aqui, vendo minhas filhas crescerem e realizando meus sonhos.
Um mês de muitos que virão. Viva a vida!
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